20 de novembro de 1695 é a data de morte de Zumbi dos Palmares, um dos principais símbolos de resistência e força contra a escravidão no Brasil colonial. Devido à sua importância dentro do movimento negro, o dia de seu falecimento foi escolhido para a comemoração da “Consciência Negra” no país.

Ainda que a abolição da escravidão tenha sido oficializada em 18 de maio de 1888, quando a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, o dia não foi indicado para a celebração do movimento, a fim de reforçar que o término da servidão dos negros foi conquistado pelos próprios escravos que lutaram pela causa, e não como um presente dos escravocratas da família colonial portuguesa.
Informalmente, a Consciência Negra é comemorada desde 1971, através de movimentos populares e ativistas negros. Entretanto, foi apenas em 9 de janeiro de 2003, através da Lei 10.639, que a data foi oficialmente inclusa no calendário escolar como o dia da Consciência Negra. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira.
Oito anos mais tarde, em 2011 a presidente Dilma Roussef sancionou a Lei 12.519/2011 que instituiu o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, a ser comemorado, anualmente, no dia 20 de novembro, sem obrigatoriedade de feriado.
A data é marcada pela intensa programação de eventos e atividades que buscam motivar a discussão sobre a cultura afrobrasileira, a inserção do negro na sociedade brasileira e a luta pela igualdade racial.
Como noticiado anteriormente pelo Jornal da Franca, a Prefeitura Municipal da cidade, juntamente com a FEAC, preparou várias atrações culturais para a população em homenagem à data. Veja aqui.
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