Dirigentes de PTB e PP se reuniram na última semana com um foco definido: unir forças para tentar salvar a reeleição de seus dois únicos vereadores, bem votados nas últimas eleições mas que correm riscos por conta da falta de forças de suas chapas.
No caso do PTB, Pastor Otávio obteve quatro mil votos no último pleito e tinha a reeleição dada como certa após a filiação de Graciela David no partido e uma projeção que contava com nomes relevantes, como Bahia, Maria Luiza, do Cão que Mia, Diretor Marcos, Marlon Centeno, Tico, entre outros.
O problema é que de todos somente Maria Luiza deverá se candidatar. Os demais, ou mudaram de partido ou não se candidatarão. Para piorar, Graciela desistiu de sua candidatura a prefeita, o que poderia puxar votos de legenda. De repente, de favorito, o PTB passou a coadjuvante.
Já o PP, que começou a legislatura com dois vereadores – Laercinho e Claudinei – ficou sem nenhum, já que os dois mudaram de partido, assim como outros nomes relevantes de suas fileiras, como Pastora Rilda e Oscar Mércuri. Esvaziado, foi assumido por Nirley de Souza, eleito com 3,9 mil votos, mas isolado em seu antigo partido, o DEM.
Na prática, o vereador trocou um partido sem nomes de expressão por outro na mesma situação. Havia a esperança de uma coligação com o PSB, amarrada com uma dobrada na eleição majoritária, que acabou por não vingar, já que os peessebistas não viram a aliança com um potencial concorrente com bons nomes.
A estratégia então dos dois partidos é unir suas forças e tentar eleger os dois vereadores, que têm potenciais parecidos de votos. Se os votos, porém, derem para eleger somente um, quem tiver mais leva. As conversas estão adiantadas e a união pode ser anunciada nos próximos dias.



