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Um aperto de mão poderá custar mandato do prefeito tucano Alexandre Ferreira

Chefe do Executivo de Franca ignorou vice-governador, líder do PSB que poderá cassá-lo

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​Em um recente evento no Senai de Franca, quando o Governo do Estado de São Paulo lançou na cidade um projeto de exportação, o vice-governador paulista, Márcio França (PSB), veio representando Geraldo Alckmin. 

Várias outras autoridades se fizeram presentes no evento, como os vereadores e o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB). O tucano, na ocasião, estava irritado com a abertura de uma Comissão Processante na Câmara para julgá-lo por suposto crime de responsabilidade – o que pode custar seu mandato.

Alexandre fez críticas a diversas lideranças políticas locais, como os tucanos Sidnei Rocha e Roberto Engler e alguns parlamentares. Mas seu erro crucial – até então ele não teria como saber isso – foi o “gelo” dado a Márcio França. O prefeito simplesmente ignorou a presença do vice-governador, a quem sequer estendeu a mão ou dirigiu a palavra.

Na ocasião, em entrevistas, Márcio Franca minimizou a afronta, mas nos bastidores, segundo revelam pessoas ligadas a ele, o vice se sentiu extremamente ofendido, já que era a maior autoridade presente naquele instante. 

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Mas o castigo de Alexandre pode vir a jato. A Comissão Processante, já é fato certeiro, apresentará parecer favorável pela cassação de Alexandre, que precisará de seis votos a seu favor para se livrar da degola. Até agora, pelo menos está apalavrado, ele tem exatamente essa meia dúzia de vereadores lhe apoiando, ante nove que vão optar pela cassação.

Os que defenderão Alexandre são Laercinho (PMDB), Donizete da Farmácia (PSDB), Bahia (PTN), Cordeiro, Claudinei da Rocha e Vergara. Os três últimos têm algo em comum: são do PSB e uma possível mudança de postura acarretará a cassação. Não por acaso, o partido tem líder maior no Estado de São Paulo justamente Márcio França, aquele que foi ignorado por Alexandre. 

Embora membros do partido afirmam que não haverá interferência do diretório estadual e que os vereadores terão liberdade para votar como quiserem, Cordeiro, Vergara e Claudinei sabem que pode vir uma ordem de cima para baixo determinando que a bancada vote pela cassação.

Se isso acontecer, a situação de Alexandre ficará irreversível e sua cassação, de fato, acontecerá. Ainda mais estando ele sem chances de reeleição e sem muitos recursos em caixa para atender os pedidos dos parlamentares.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região