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HISTÓRIAS DA MÚSICA BRASILEIRA

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GRANDES INTÉRPRETES

Falar de intérpretes musicais é tão difícil quanto falar de gênero, compositores ou de composições em si. Tudo depende do ponto de vista e do gosto. Sabemos que uma lista ou relação de grandes intérpretes nacionais e internacionais nunca seria totalmente consensual.Mas vamos destacar aqui, pra começo de outra conversa, intérpretes brasileiros de três gerações, sem com isto querer rotular ou demonstrar queda por este ou aquele.

Curiosamente, neste destaque de hoje, aparecem mais mulheres que homens. Mera coincidência.

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Vamos lá : a primeira geração surgiu na chamada Era do Rádio, nos anos 40 e imediatamente seguintes. Podemos destacar dessa geração a cantora Ângela Maria. Nascida em 1928, é filha de um pastor protestante e começou a cantar no coro da igreja, no Rio de Janeiro. Antes de encontrar estilo próprio, imitava Dalva de Oliveira, expoente de então. Nos anos 50 tornou-se a cantora mais popular do país, ganhando o apelido de “Sapoti”. Podemos citar entre seus grandes sucessos, “Ave Maria No Morro” e “Babalu”.

Outro grande nome dessa geração foi, sem dúvida, Cauby Peixoto, nascido em 1931 e falecido recentemente. Numa época em que a Rádio Nacional do Rio de Janeiro pretendia renovar seu elenco, Cauby foi a grande aposta e, de ilustre desconhecido, logo tornou-se ídolo, sendo considerado o cantor mais popular do Brasil, ao lado de Ângela Maria. Detalhe : só viriam a gravar juntos em 1982 e, por ocasião de seu falecimento, estavam excursionando juntos.em excursão com um projeto que mostrava os maiores sucessos de ambos. Apesar de grande destaque com a música “Camarim”, de Chico Buarque, seu maior sucesso aconteceu em 1956 : “Conceição”.

A segunda geração de grandes intérpretes consolidou-se a partir da bossa-nova e não podemos deixar de destacar desse período a imortal Elis Regina (1945-1982). Gaúcha, fez carreira a partir do Rio e São Paulo, projetando-se nacionalmente após vencer o Festival da TV Excelsior, em 1965, com a canção “Arrastão”. Dosando técnica incomparável e emoção sem limites, literalmente brincou em diversos estilos. Da bossa ao jazz. Do pop ao sertanejo de raiz. Exemplos de marcantes gravações, “O Barquinho”, “Chovendo na Roseira”, ´”Águas de Março”, “Como Nossos Pais” e “ Romaria”. Foi casada com o pianista e arranjador César Camargo Mariano (pai de Maria Rita, de grande sucesso atualmente), responsável pelos arranjos musicais de sua melhor fase.

Como sendo a terceira geração, podemos considerar a dos últimos 20 anos, onde vamos encontrar Marisa Monte, cantora descoberta por Nelson Motta nos anos 80. Nascida no Rio em 1º de julho de 1967, Marisa é um caso raro de sucesso, de público e crítica, mesmo antes de gravar o primeiro disco. Além de cantora, é também instrumentista, produtora e compositora. Diversas são as parcerias com Arnaldo Antunes, Pedro Baby, Carlinhos Brown, Seu Jorge, entre outros. Entre seus grandes sucessos estão  “Bem Que Se Quis” e “Amor I Love You”. Entre muitos outros prêmios, Marisa foi contemplada 4 vezes com o Grammy Latino.

ÍCONES DA MÚSICA FRANCANA

Na verdade, faz tempo que não me encontro com eles por onde tenho passado. Mas eles são ícones da noite musical desta cidade, conhecendo profundamente o repertório da pura MPB e clássicos do rock. Houve época em que eles podiam ser encontrados em praticamente todos os estabelecimentos onde se “pratica” a música ao vivo e nos mais diversos eventos festivos. Mas, como parece que tudo tem ciclo, tem “vida útil” e validade, a música não foge à regra, houve remodelação de gênero e uma verdadeira invasão de artistas que se dedicam a estilos outros. E os meus homenageados, fiéis às suas origens, acabaram por restringir suas apresentações a círculos mais específicos.

Eu falo do meu brother Eduardo Leal, o Edu, grande intérprete vocal que passeia muito bem entre o repertório de Ney Matogrosso, Elis Regina, Beatles e tantos outros. Dono de privilegiada extensão vocal e de grande carisma , não decepciona platéia nenhuma.

Acompanhando o cantor, podemos encontrar sempre outro grande intérprete e violonista, Edson Batista Morais, o Edinho Bate Fino, um dos mais versáteis do pedaço. Edinho foi um dos fundadores do inesquecível grupo Zero Hora, juntamente com Wagão, o Wagner Nocera, baixista, cantor e percussionista , que também sempre se apresenta ao lado do meu brother EDUARDO LEAL.

Aos três, meu respeito !

BENY CHAGAS MUSIC SHOW e BENY CHAGAS Mr. FLASHBACK

Comunicado a todos os nossos ouvintes :

Estaremos ausentes pelos próximos três meses.

Retornaremos na primeira semana do mês de outubro com novos formatos, novas vinhetas e repertório muito mais amplo.

Não abrimos mão de sua companhia. 

*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.