A indústria calçadista de Franca envia todos os anos para aterros 30 mil toneladas de resíduos industriais cujo transporte e destinação representam despesas de R$ 9,65 milhões para as empresas. Somam-se a este custo financeiro os custos ambientais que oneram toda a sociedade.
Diante deste cenário e das exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos (lei 12.305/2010), o pesquisador Francisco de Assis Breda propôs um modelo de gestão de resíduos industriais para o setor calçadista que pode reduzir em até 70% os custos atuais e zerar a utilização de aterros.
O pesquisador defendeu a tese “Proposta de um modelo de gestão de resíduos industriais para o setor calçadista de Franca-SP com vistas à Política Nacional de Resíduos Sólidos”, dentro do curso de doutorado em Administração de Organizações da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP.
O modelo propõe que o Sindicato das Indústrias Calçadistas de Franca – Sindifranca passe a ser o responsável pelo gerenciamento dos resíduos industriais do setor. A primeira etapa do modelo já começou a ser colocada em prática com a unificação do transporte de resíduos para que haja ganho econômico de escala. E a meta é que três anos após a aprovação do Plano Municipal de Gestão de Resíduos Sólidos ela Câmara de Vereadores do município, nenhum resíduo seja depositado em aterros.




