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HISTÓRIAS DA MÚSICA BRASILEIRA

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DOR-DE-COTOVELO e LUPICÍNIO RODRIGUES

Outro dia ouvi  essa expressão num comentário de TV referindo-se ao gênero musical. E um dos participantes da roda de conversa logo perguntou do que se tratava. Pessoa de geração mais recente, nunca havia ouvido tal referência. Também pudera, de 20 ou 25 anos pra cá, esse tipo de música ou temática não coube em nenhum contexto. Aí, me veio a vontade de discorrer um tiquinho sobre essa maneira de compor e cantar que esteve muito em evidência entre os anos 50 e 70 e teve em Lupicínio Rodrigues talvez seu maior representante. Minto: é considerado o “Rei” dessa tal dor-de-cotovelo.

Lupa (seu apelido), era gaúcho de Porto Alegre, nascido em 16 de setembro de 1914, cidade de onde nunca saiu, a  não ser por  alguns meses, em 1939, só pra conhecer o Rio de Janeiro e voltar. Veio a falecer lá mesmo no dia 27 de agosto de 1974.

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Consagrou-se nacionalmente como compositor, inspirado em episódios amorosos de sua própria vida. Muitos amores, muitas paixões e muitas desilusões, que o levaram a compor carregando sempre suas músicas de romantismo, desamor, paixão, lamentação e tristeza.

O termo dor-de-cotovelo é a própria tradução do ato de se beber com os cotovelos encravados sobre um balcão de bar, evidentemente, lamentando-se de alguma desilusão amorosa. E o autor abasteceu o repertório de muitos intérpretes famosos com essa música que, obviamente, consistia-se no tipo preferido dos boêmios, além de ele mesmo haver gravado grande parte de sua vasta obra. São, pelo menos, 150 canções registradas.

Só abrindo um parêntese, não compôs só samba-canção dor-de-cotovelo, não. Compôs também muitas marchinhas de carnaval e até o hino do Grêmio de Futebol  Portoalegrense, em 1953.

Voltando ao tema, entre seus clássicos podemos citar “Felicidade”, “Esses Moços, Pobres Moços”, “Cadeira Vazia”, “Ela Disse-me Assim”, “Nervos de Aço”, “Vingança”, “Nunca”, “Se Acaso Você Chegasse” e muitas outras , gravadas por grandes expoentes da nossa MPB, como Orlando Silva, Herivelto Martins, Caetano Veloso, Gal Costa, Elis Regina, Elza Soares, Paulinho da Viola, e muitos outros. Gente da novíssima geração  constantemente tem revisitado o grande autor, e damos como exemplo, Adriana Calcanhoto.

Nossos amigos freqüentadores das saudosas casas francanas “Canecão”, “Arraial do Capim Mimoso” e “Castelinho” , top da noite francana naquelas décadas (60 e 70), ouviram (e muito) este humilde intérprete interiorano que aqui escreve, quase que invariavelmente acompanhado por Osni Renato ou o saudoso Juvenil da Lapa, interpretar o  então valorizadíssimo estilo musical.

“Felicidade foi-se embora e a saudade no meu peito ‘inda mora…”

GRANDES VALORES DA MÚSICA FRANCANA


Tenho muitos amigos na música francana, graças a Deus. E a gente está sempre se encontrando por aí. Meu “brother” Expressinho Viana tem me proporcionado vários desses encontros uma vez que leva muitos desses amigos pra se apresentarem no palco do seu “Rancho da Picanha” e noite dessas pude apreciar o talento de dois deles : TIAGO NASCIMENTO e MOÁ FALLEIROS. Músicos de peso, competentes e carismáticos, merecem todos os aplausos possíveis.

O Tiago, tive o prazer de conhecer recentemente, é de uma safra mais nova, mais ou menos aí da geração do meu filho Zûk. Dia desses, falo mais a seu respeito.

O Moá, já conheço de longa data, desde os festivais da década de 80 . Capacitadíssimo  professor, vem passando seus conhecimentos, através de sua escola “ Si Toque”, pra muita gente que tem até despontado na cena artística de Franca e região.

Grande compositor, acaba de colocar nas prateleiras um CD inteiramente autoral, que apresenta ao público nesta quarta dia 13 no “Candeeiro”, a partir das 20 horas. São 11 músicas de sua autoria (exceto uma, em  parceria com Maria Evelina) gravadas em estúdios de alta qualidade e contando com  talentosos músicos de Franca e mixadas em São Paulo.

Vale a pena prestigiar !

ESTA FOTO EU FIQUEI DEVENDO !

Por descuido, deixei de fora na última edição. Mas, com todo o carinho e respeito, taí o “flagra musical” : meus queridos Edinho Bate Fino, Wagão Nocera e Edu Leal ! Gente de valor!

BENY CHAGAS MUSIC SHOW e BENY CHAGAS Mr. FLASHBACK

Passando por “reformas estruturais”.

Retornaremos na primeira semana do mês de outubro com novos formatos, novas vinhetas e repertório muito mais amplo. Suas sugestões estão sendo recebidas e incluídas nos roteiros de programação.

Não abrimos mão de sua companhia. 

*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.