
A coordenadora pedagógica Neuza Maria Soares, da escola Suely Machado, do Jardim Brasilândia, usou a tribuna da Câmara Municipal para falar aos vereadores sobre a ocupação pacífica da unidade escolar por alunos e pais que está completando uma semana.
Neuza disse que, ao contrário do que tem sido ventilado em Franca, a ocupação é pacífica e os jovens estão tendo aulas normalmente assim como a prática de atividades esportivas e de recreação.
Ela afirmou que os estudantes não concordam com a decisão do Estado de fechar o Ensino Médio em algumas escolas. Em Franca, serão nove unidades, entre elas, a Suely Machado, que passariam a oferecer apenas o Ensino Fundamental, ou seja, até o nono ano.
“O que o Estado está fazendo é como chegar em nossos filhos e falar que eles vão ter que morar em outra casa, com outra família”, disse a coordenadora, que afirmou não ter data para acabar a ocupação da escola.
Os vereadores ouviram atentamente a explanação da coordenadora que, indignada, afirmou que a decisão do Estado foi unilateral. “É uma decisão que lembra os tempos do militarismo que revoltou os estudantes, os pais e a todos nós”, disse Neuza
Zezinho Cabeleireiro (PPS), que propôs uma Moção de Protesto ao Governo de São Paulo, afirmou que a Câmara, dentro do que pode fazer, agiu. “Quero que os pais saibam que os vereadores estão ao lado da população e eu sou contra essa medida, porque terá mais de 60 alunos por sala”, afirmou.
Bahia também criticou a postura do Governo e afirmou que “escola não se fecha, mas se abre”.



