
A França também teve necessidade de regularizar os seus vinhos… Isto é muito bom para o produtor, que tem seu vinho com qualidade reconhecida, como para o consumidor, mostrando que é um produto diferenciado que passa por vários controles.
AOC, Appelacion d’Origine Contrôlée, foi criada em torno do ano de 1930 e trata de um sistema de controle de produção e regionalização dos vinhos franceses.

Este sistema como também acontece com o DOC, visa o padrão de qualidade do produto final… O vinho. Define onde e como devem ser feitos os vinhos, desde a plantação. Neste caso o nome do local é colocado no rótulo como: Appelation Vosne-Romanée Contrôlée ou Appelation Châteauneuf-du_Pape Contrôlée. Assim conseguimos entender a região que foi produzido o vinho e quais características esperar.
Algumas pessoas criticam esta regularização por ser muito rígida e não deixar os produtores imprimirem características diferentes ao vinho, mas apesar disto, é esta rigidez que mantém a credibilidade junto aos consumidores e ainda por sua eficiência é copiada em outros lugares do mundo.
Para isto, variar processos de produção, existem outras classificações mais flexíveis…. No caso dos franceses mais simples até as mais rígidas: Vin de Table (vinhos de mesa, diferentes do vinho de mesa do Brasil) Vins de Pays (vinhos regionais), Vinhos VDQG (Vins Délimités de Qualité Supérieure) e AOC (Vins d’Appellation d’Origine Contrôlée). E ainda, dentro de cada uma destas, temos classificações com regras específicas como em Bordeaux os Premiers Crus, Second Cru.
Mas apesar de tanta informação, realmente um vinho simples é pior que um AOC? Não necessariamente… Comprando um AOC temos certeza da qualidade, mas o vinho simples se for de um bom produtor pode ser uma grande surpresa.
Isto acontece com os Supertoscanos, mas vamos falar destes em outro post…
Já falamos muito… Vamos abrir um vinho e degustar comemorando as boas coisas da vida…