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Franca pode ultrapassar mais de 1.500 feridos no trânsito durante 2015

Além das perdas irreparáveis para as famílias das vítimas, os custos oneram toda a sociedade

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Custo médio por acidente é de R$ 72 mil. Nos casos em que há morte, o valor chega a R$ 646 mil (Foto Reprodução)

​A cidade de Franca caminha para bater mais um recorde negativo em seu trânsito: o ano de 2015 pode fechar com a estatística extremamente negativa de 1,5 mil pessoas feridas em acidentes de trânsito pelas ruas da cidade.

Faltando dois meses de fechamento do balanço anual neste item de ocorrências policiais registradas na cidade, Franca já ultrapassou os casos registrados em 12 meses de 2014, quando foram anotados 1.434 vítimas de acidentes de trânsito.

Em outubro, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP), 122 pessoas ficaram feridas em colisões, atropelamentos, quedas de motos e até capotamentos nas vias do perímetro urbano. No ano, já foram contabilizadas 1.446 vítimas. As mortes somaram, em 10 meses, 26 vítimas.

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O mês mais violento em termos de trânsito foi junho, com 185 casos. Em termos de mortes, os meses mais violentos foram fevereiro, junho, julho e agosto, que tiveram 4 mortes cada, ou seja, uma vítima fatal por semana.

As vítimas de acidente de trânsito ficaram feridas na seguinte proporção mensal: janeiro 96, fevereiro 92, março 147, abril 168, maio 149, junho 185, julho 171, agosto 171, setembro 145 e outubro 122.

Mobilização policial e interdição de locais próximos aos acidentes também geram despesas altas (Foto Reprodução)

 Além das perdas irreparáveis para as famílias das vítimas, os custos oneram toda a sociedade, que sustenta, com o pagamento de impostos e contribuições, o sistema de saúde pública, responsável por grande parte do socorro às vítimas.

Conforme levantamento divulgado em setembro passado pelo Instituto de Pesquisa e Economia Aplicada (IPEA) o custo médio, por acidente, é de R$ 72 mil. Nos casos em que há morte, o valor chega a R$ 646 mil.

O valor contabiliza cuidados com saúde e pagamentos de indenizações, os danos ao veículo e ao patrimônio público, além de custos institucionais, como da mobilização de equipes de socorro.

No caso devem ser computadas perdas com produção, associada à morte das pessoas ou interrupção de suas atividades, seguido dos custos de cuidados em saúde (pré-hospitalar, hospitalar e pós-hospitalar, remoção e traslado) e os prejuízos materiais, ­associados aos veículos danificados ou destruídos, entre outros.

O Brasil ainda não produziu um estudo abrangente que fixe o custo econômico e social que as mais de 40 mil mortes e as centenas de milhares de feridos no trânsito causam ao país, e ­tampouco específico sobre os motociclistas vitimados.

No caso dos acidentes rodoviários, o Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada – estima os custos individuais em R$ 1.040 por vítima sem ferimentos, R$ 36,3 mil para os feridos e R$ 270,1 mil por ­vítima fatal.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região