“1, 2, 3, 4…20, 21, 22, 23, 24”. A contagem está se popularizando nas arenas olímpicas do Rio de Janeiro. É uma gozação ao jejum de títulos da seleção principal da Argentina, que não ergue um troféu no futebol desde a Copa América de 1993. Mas também poderia ser uma alusão ao que tem apanhado o atacante Neymar nessa Olimpíada.
O brasileiro é, disparado, o jogador que mais sofreu faltas no torneio. Foram 24, bem mais do que as 16 do meia alemão Lars Bender, rival da final do próximo sábado.
Os rivais da primeira fase até pegaram leve com Neymar, mas, coincidentemente, seu futebol cresceu e os gols apareceram à medida que as pancadas se multiplicaram. Não por acaso, seu primeiro gol na Olimpíada foi de falta, nas quartas de final contra a Colômbia, em jogo que ele foi atingido seis vezes. Um rodízio que causou revide agressivo do atacante e críticas até do próprio técnico colombiano, Carlos Restrepo.
Na última quarta-feira, no baile do Brasil, 6 a 0 sobre Honduras, o capitão sofreu 10 faltas. Não fez nenhuma, o que deixou aliviada a comissão técnica em relação à assimilação do atacante diante de uma marcação mais dura.




