A permissão para que o trabalhador da iniciativa privada possa oferecer até 10% do saldo de sua conta vinculada de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia para o pagamento de um empréstimo consignado deve ser vista com cautela, alertam especialistas.
A partir de setembro, os brasileiros poderão utilizar esses recursos para garantir ao banco a quitação do empréstimo com desconto em folha, além de 100% da multa rescisória paga pelo patrão em caso de demissão do funcionário sem justa causa. Mas os economistas defendem que há riscos.
Segundo eles, a medida não é necessariamente boa para os trabalhadores, que estariam abdicando de uma poupança (que poderia ser retirada num momento de maior fragilidade, como a demissão sem justa causa) por causa de uma dívida no sistema financeiro. A vantagem da operação, em teoria, é que os juros cobrados pelos bancos seriam menores.
Os especialistas avaliam que o trabalhador deve enxergar o fundo como um investimento em longo prazo e respeitar isso.




