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​Professor da Unesp tem patente de tratamento de água por plantas aquáticas

Técnica foi implementada em países como Brasil, França, Estados Unidos, Japão e China

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Plantas aquáticas tiram as impurezas das águas

O Prof. Dr. André Rodrigues dos Reis, docente do curso de Engenharia de Biossistemas na Unesp de Tupã, teve patente registrada de um método de tratamento de águas contaminadas. O projeto foi realizado há cinco anos, entretanto, somente este ano a patente foi aprovada.

O método foi desenvolvido durante o doutorado do docente, que aconteceu parte no Centro de Pesquisas Ambientais da Tailândia, localizada em Bancoque, e parte na Universidade de Waseda, no Japão. Esta última a qual os recursos gerados pela patente serão destinados para financiamento de novas pesquisas.

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Uma vez que a maior parte da água potável que é fornecida para as grandes cidades na Ásia advém de rios e lagos, o processo patenteado consiste no tratamento de águas contaminadas destas fontes. Tais águas possuem um grande problema com a contaminação que leva muitos peixes a deixarem de existir por problemas de fecundação devido a químicos como pesticidas, herbicidas, compostos orgânicos que têm propriedades cancerígenas e também alguns compostos liberados basicamente por empresas de plástico, indústria têxtil e alguns compostos farmacêuticos.

Logo, o método desenvolvido para limpar esses compostos do meio aquático é rápido, prático e utiliza plantas aquáticas. A planta absorve estes compostos orgânicos e dentro da sua célula uma enzima denominada peroxidasse degrada estes elementos. Alguns compostos são mais difíceis de serem degradados, então o estudo do docente também gerou uma reação química para acelerar o processo, que ficou denominada Reação Biológica de Fenton. E assim foi obtido um sucesso de 100% no tratamento.

A quantidade de água a ser tratada é dimensionável, o único cuidado a ser tomado é para que as plantas não se proliferem de forma indesejável, mas também foi desenvolvido um método para controlar o crescimento dessas plantas, usando redes para impedir que a planta aquática se multiplique de forma incontrolável. Além disso, essas plantas podem ser retiradas do meio aquático posteriormente e utilizadas como adubo em canteiros.

“É um método fantástico porque é barato e qualquer lugar tem planta aquática. Basta saber fazer a escolha certa da planta aquática e realizar o dimensionamento de forma correta”, conclui Reis.

Link da patente:

Método de tratamento de água usando planta aquática

Parte da pesquisa pode ser encontrada em:

Journal of Hazardous Materials

http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0304389413008935

Bulletin of Environmental Contamination and Toxicology

http://link.springer.com/article/10.1007/s00128-013-1106-4

Cesar Colleti

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