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Veja como Franca recolhe, trata e destina os resíduos da indústria calçadista

Aterro “Professor Ivan Vieira” foi licenciado para receber descartes dos resíduos industriais

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A coleta e destinação do lixo industrial em Franca, por sua peculiaridade, demanda um acompanhamento específico, segundo estudo da Prefeitura através da Secretaria de Serviços e Meio Ambiente inserido no lançamento do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, publicado neste sábado (17) no Diário Oficial do Município.

Segundo a secretaria, esta situação particular é ampliada em Franca, tendo em vista as características do Município – grande número de empresas de pequeno e médio porte, especialmente as calçadistas e de seus suprimentos.

O relato diz que em 1820 Franca já possuía 14 sapateiros, começava a nascer um dos mais respeitados parques calçadistas brasileiros.

Mas foi apenas em meados de 1950, a partir da pecuária e da cafeicultura, que começou o aparecimento, direta e indiretamente, das primeiras fábricas de calçado em Franca.

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Já em 1960 a cidade teve uma crescente e próspera industrialização, dirigida para a fabricação do calçado de couro, ainda hoje, a identidade da cidade. Na década de 1970, viveu-se o maior momento de euforia, quando o polo passou a participar do mercado externo.

Houve modernização das máquinas, mudanças no processo de produção, maior racionalização do trabalho, ganhos de produtividade e consideráveis melhorias na qualidade de nossos produtos.

Assim, a fabricação de calçados passou a ser a principal fonte econômica do município, com 360 indústrias e 8.500 mil trabalhadores.

Em 2010, foi amplamente divulgada pela mídia nacional, que Franca era a primeira em criação de vagas de emprego, ficando abaixo apenas das capitais com população bastante superior.

Em 2011, o feito se repetiu, Franca permaneceu no topo do pódio da geração de empregos, ocupando a 9º colocação nacional, e a terceira no estado de São Paulo, ficando atrás, apenas de Campinas, hoje com mais de um milhão de habitantes e da Cidade de São Paulo.

O polo emprega hoje mais de 28 mil funcionários diretos. E a importância de Franca não se resume apenas à criação de empregos.

Através de um estudo realizado pelo SEBRAE com 37 municípios que se dedicam à “fabricação de calçados de couro”, Franca se classificou como a cidade que apresenta o maior grau de especialização regional, com um quociente de localização – QL, que é o instrumento que permite comparar a média de especialização econômica dos municípios em determinada atividade e identificar quais apresentam especialização econômica muito superior à média brasileira, e o resultado de Franca foi de 36,7 vezes superior à média brasileira, garantido à cidade a posição de principal cluster brasileiro da atividade em questão.

O pólo é hoje uma cadeia de 1.015 empresas, sendo que 283 são fornecedoras, 265 são prestadoras de serviços e 467 são produtoras de calçados. Incluindo todos os segmentos citados, o polo emprega mais de 32 mil funcionários diretos e indiretos.

  • 79% das vendas das empresas fornecedoras de insumos/matérias-primas locais são destinadas às indústrias instaladas no próprio pólo de Franca e Região;
  • 95% das empresas prestadoras de serviços ofertam seus serviços exclusivamente às empresas calçadistas do pólo;
  • 58% dos insumos e matérias-primas consumidos pelas indústrias de calçados da região são produzidos dentro da própria região.
  • O Sindifranca, como um dos responsáveis pela gestão dos resíduos das indústrias de calçados do Município, ofereceu ao Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de Franca valiosa contribuição por meio de apresentação do trabalho científico.

    Trata-se de proposta de um modelo de gestão de resíduos industriais para o setor calçadista de Franca com vistas à Política Nacional de Resíduos Sólidos de autoria do Prof. Dr. Francisco de Assis Breda para o Programa de Pós-Graduação em Administração de Organizações da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

    Com relação ao meio ambiente existe uma preocupação, por isso, o Aterro Municipal “Professor Ivan Vieira” foi licenciado para receber os descartes dos resíduos das indústrias calçadistas, que hoje é citado pela CETESB – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, como parâmetro para outras regiões.

    No inicio de 2011, o Sindifranca deu entrada no processo de Indicação de Procedência do Calçados de Franca, junto ao INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial.

    Cesar Colleti

    O que acontece e como acontece em Franca e região