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Queimadas aumentaram no primeiro semestre e devem se agravar até novembro

Até 21 de setembro, foram identificados 120.896 focos: na primavera e verão devem crescer

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No primeiro semestre deste ano, o número de focos de incêndios florestais subiu 40% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Até 21 de setembro, foram identificados 120.896 focos.

A estiagem prolongada dos últimos dois anos, provocada pelo fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico, deixou a vegetação mais suscetível a incêndios. 

Um solo com baixa concentração de água faz com que a vegetação fique cada vez mais seca e morra, transformando-se em combustível para as chamas.

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Entretanto, “mais de 90% dos incêndios têm ação humana”, destaca o chefe do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), Gabriel Zacharias. 

“Temos o caso do produtor que faz uma queimada no fundo do quintal e perde o controle do fogo, provocando incêndio gigantesco. E existem os incêndios dolosos, em áreas de conflito ou em florestas que serão transformadas em pasto.”

O Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) orientam produtores rurais sobre as melhores práticas de preparo da terra e fazem a fiscalização em áreas com possíveis queimadas criminosas.

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) alerta para o alto risco de queimadas e incêndios florestais de setembro a novembro. 

Cesar Colleti

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