Com o fracasso de mais uma negociação, ontem, a greve dos bancários continua em Franca e cidades da região, em alguns locais com grande intensidade e em outros, nem tanto. Mas os usuários e clientes são os maiores prejudicados.
Após a décima rodada de negociação, que começou com a entrega da pauta de reivindicações dos trabalhadores no dia 9, o Sindicato dos Bancários de Franca mantém a mobilização da categoria com mais de 51% da agências locais fechadas ou parcialmente fechadas.
O Comando Nacional rejeitou a proposta dos bancos e convocou assembleia para segunda-feira (3), às 17h em SP.
Mesmo assim, o Comando diz que vai se manter de plantão em São Paulo caso a Fenaban queira fazer uma nova proposta.
Na reunião de ontem (27), os bancos fizeram uma proposta de novo modelo de acordo para a categoria, com validade de dois anos, em vez de um, como ocorreu nos últimos anos.
Ontem a Fenaban manteve o reajuste em 7%, com abono de R$ 3,5 mil e, para o ano que vem, propôs 0,5% de aumento real, o que representaria perda real, nesses dois anos, de 1,9%, de acordo com informações do Sindicato dos Bancários.
Reivindicações
Os trabalhadores reivindicam reajuste de 14,78%, sendo 5% de aumento real, considerando inflação de 9,31%; participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários acrescidos de R$ 8.317,90; piso no valor do salário-mínimo do Dieese (R$ 3.940,24), e vales alimentação, refeição, e auxílio-creche no valor do salário-mínimo nacional (R$ 880).
Também é pedido décimo-quarto salário, fim das metas abusivas e do assédio moral.
Atualmente, os bancários recebem um piso de R$ 1.976,10 (R$ 2.669,45 no caso dos funcionários que trabalham no caixa ou tesouraria).
A regra básica da participação nos lucros e resultados é 90% do salário acrescido de R$ 2.021,79 e parcela adicional de 2,2% do lucro líquido dividido linearmente entre os trabalhadores, podendo chegar a até R$ 4. 043,58. O auxílio-refeição é de R$ 29,64 por dia.



