Eleições em Franca
Confesso que fique um tanto quanto surpreso com os resultados das eleições em Franca.
Interessante como o francano não é muito fã do Ubiali, né? Sinceramente, pensei que ele brigaria pelo segundo turno. Mas ficou atrás do Gilson (eita!) e, inclusive, bem atrás da Flávia Lancha, que, em pleitos futuros estará na cabeça se mantiver o estilo (trocar de vice) e aprimorar a campanha, principalmente nas redes sociais.
Políticos nas redes sociais
Aliás, pouquíssimos (raros) candidatos em Franca souberem trabalhar/aproveitar as redes sociais. Tem muita gente que acha que é só colocar post com foto de carreata ou fazer vídeo pedindo votos. Enfim…
Gilmar Dominici
E o Gilmar Dominici, hein? Que coisa feia! O PT não toma jeito. Sabe que em Franca não leva e ainda tentou se eleger com uma candidatura inelegível – e ainda achou militância cega pra votar (ainda bem que pouco mais de seis mil). O PT não fez nem vereador por aqui. O Gilson Pelizaro, que me parece um bom vereador, não conseguiu se reeleger.
Câmara de Vereadores renovada
Outro fato interessante: a câmara de vereadores foi bastante renovada. Vamos ver como o candidato eleito irá governar com as bancadas. Se Sidney for eleito terá 4 vereadores do seu partido e mais 3 das coligações. Já Gilson contará com apenas 2. Resta saber, no segundo turno, quem os candidatos a prefeito (e suas coligações) que perderam vão apoiar.
Grandes partidos
Fiz algumas previsões sobre as eleições municipais e os grandes partidos. Tive acertos, erros e uma bateu na trave.
O PT perdeu
O PT, como era de se esperar, perdeu nas grandes capitais. Em 2012 venceu 644 prefeituras e, agora, apenas 261 (se bem que ainda é um número alto). Vale refletir que nem todo mundo que tá no PT é ruim (sim… é isso mesmo).
Aliás, Marcos Claudio, filho de Lula, não conseguiu se reeleger como vereador nas eleições municipais deste ano em São Bernardo do Campo (SP), um dos redutos do petismo.
Partido do Golpe
Já o PMDB (a previsão que bateu na trave), não cresceu, mas também não diminuiu muito. O partido (que chamam de golpista) do ex-vice do governo de Dilma perdeu nas grandes cidades. Fizeram prefeitos em 1.024 cidades em 2012 e agora 1023.
Mas ficou aquém da previsão do partido, que era passar de 1200 municípios. (quanta pretensão, não?).
E os tucanos?
A previsão que errei foi para o PSDB, que cresceu. Na conta que inclui os municípios com mais de 200 mil habitantes, foram eleitos 14 prefeitos (com 19 no segundo turno) contra 7 do PMDB e um do PT (que tinha nove). Os tucanos disputam o segundo turno em 8 capitais. Parece que os eleitores fecharam os olhos para a corrupção em que o partido também está metido.
A escolha de pobre e ricos no Rio de Janeiro
Uma curiosidade: No rio de Janeiro, Crivella teve maior apoio nos bairros pobres e, Freixo, que é do PSOL, que tem uma bandeira política voltada para os mais pobres e excluídos, nos bairros ricos.
Brancos, Nulos e Abstenções crescem
Só para fechar, se é que esse assunto tem fim: passou da hora – porque os sinais já vinham aparecendo – de os políticos (e a militância) pensarem no motivo de o número de votos brancos, nulos e abstenções terem sido maior que a votação de muitos candidatos.




