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Anvisa autoriza uso de medicamento para tratamento de melanoma

Tumores de pele são os mais frequentes no Brasil, com 180 mil novos diagnósticos em 2016

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A exposição solar é o principal fator de risco para qualquer câncer de pele, incluindo o melanoma

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou no início desta semana, o uso do Keytruda (pembrolizumabe), um tipo de imunoterapia anti PD-1, para tratamento do melanoma avançado. A terapia é uma alternativa para casos avançados deste tipo de câncer de pele, tido como o mais agressivo e letal. Os resultados de estudos sobre o tratamento indicam aumento na expectativa de vida em dois a três anos e redução da incidência de efeitos colaterais em pacientes.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), os tumores de pele são os mais frequentes no Brasil, sendo responsável por 180 mil novos diagnósticos em 2016. Considerando-se apenas o melanoma, o número de diagnosticados deve ultrapassar a marca dos 5 mil. 

O melanona

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O câncer de pele é o tumor maligno mais comum na espécie humana. No Brasil, o câncer de pele representa cerca de 25% de todas as neoplasias malignas. Existem basicamente três grandes grupos de câncer de pele:

1. Carcinoma Basocelular (CBC).
2. Carcinoma Espinocelular (CEC).
3. Melanoma maligno.

A radiação ultravioleta é a principal responsável pelo desenvolvimento do câncer de pele. Além dos raios solares, esta radiação também é encontrada nas cabines de bronzeamento artificial. O efeito da radiação ultravioleta na pele é cumulativo, ou seja, mesmo após a interrupção da exposição ao sol, as alterações cutâneas ainda podem se manifestar anos depois.

Causas e fatores de risco

Quanto menos melanina uma pessoa tiver em sua pele, ou seja, quanto mais clara for a mesma, menor é a sua proteção contra os efeitos nocivos da radiação solar. Pessoas ruivas, loiras, com olhos claros ou com sardas na pele são as mais propensas a desenvolverem o melanoma. Aquelas pessoas que sempre se queimam ao sol e quase nunca ficam bronzeadas também correm maior risco. Outro sinal de vulnerabilidade é a presença de várias pintas ou sinais escuros na pele (chamado em medicina de nevus). Pessoas com mais de 50 pintas  pelo corpo são mais susceptíveis ao melanoma.

A exposição solar é o principal fator de risco para qualquer câncer de pele, incluindo o melanoma. O padrão e o tempo cumulativo de exposição solar ao longo da vida estão associados ao tipo de câncer de pele que a pessoa pode desenvolver. Os cânceres de pele não-melanoma ocorrem naquelas pessoas com alta exposição solar ao longo da vida, surgindo principalmente nas áreas da pele mais expostas, como face, mãos e antebraço. Já o melanoma tende a surgir naquelas pessoas com exposição solar menos frequente, porém de alta intensidade, como, por exemplo, naquelas pessoas de pele mais clara que durante as férias acabam pegando sol em excesso, ficando com dolorosas e extensas queimaduras solares. Essas exposições esporádicas, porém intensas, são mais perigosas quando ocorrem durante a infância e adolescência. Indivíduos com mais de cinco episódios de exposição solar excessiva com importantes queimaduras apresentam até duas vezes mais riscos de desenvolverem melanoma na vida adulta.

Outros fatores de risco para melanoma:


  • Bronzeamento artificial: assim como a exposição solar natural, o bronzeamento artificial através de câmaras de luz ultravioleta aumenta em até 75% o risco de melanoma, principalmente se usados antes dos 35 anos.
  • História familiar: se um parente seu de primeiro grau (filhos, irmão ou pais) já teve melanoma, isso significa que geneticamente você também está mais propenso a tê-lo.
  • Imunossupressão: pessoas com sistema imunológico debilitado (pacientes com AIDS, transplantados ou sob quimioterapia, por exemplo) apresentam maior risco de desenvolverem melanoma.

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