Os representantes dos bancários e da Federação Nacional dos Bancos (FENABAN) voltaram à mesa de negociação no final desta quarta-feira, 05, quando a categoria completou exatos 30 dias de paralisação nacional. A 10ª rodada foi marcada pelos banqueiros na noite da terça-feira 4.
Durante a negociação, a FENABAN apresentou proposta de reajuste para 2016 de 8% mais abono de R$ 3.500. No vale-alimentação o reajuste seria de 15% e de 10% no vale-refeição e no auxílio creche-babá.
Licença-paternidade passaria para 20 dias. Sobre emprego, seria criado um centro de realocação e requalificação.
Para 2017, a proposta prevê reajuste de acordo com a inflação (INPC) mais 1% de aumento real para os salários e em todas as verbas.
Sobre os dias parados, a Fenaban propõe a compensação de todos os dias, sem prazo limite.
Foi dado um intervalo e o Comando Nacional dos Bancários está reunido. Mais informações em breve.
O panorama geral
Em meio à expectativa, os bancários seguiram firmes na greve, a maior paralisação da categoria desde 2004, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
Só nas 17 cidades abrangidas pelo Sindicato dos Bancários
de Franca, 37 das 89 agências estão paradas, o que mobiliza 400 dos 1,2 mil
funcionários da categoria, segundo Rogério Marques, secretário de comunicação
social da entidade.
Estimativas dos sindicatos dos bancários nos escritórios regionais de Ribeirão Preto, Franca e Barretos, que juntos respondem por 75 cidades, apontam que o movimento salarial tem adesão de 4,7 mil – ou 64% – dos 7,4 mil profissionais do setor.
A categoria pede um reajuste que contemple a reposição das perdas da inflação mais um aumento real de 5% sobre os salários.



