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Sorveterias mudam, se reinventam e conquistam francanos, faça calor ou frio

Em Franca, estima-se que consumo per capita seja de 3,54 litros/ano; cidade é vista como promissora

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Se, ano após ano, o aumento da sensação de calor parece não ter fim, um dos setores mais intrinsecamente ligados ao verão também não perde a força. Em forte ascensão, o mercado de sorvetes no Brasil passou de 685 milhões de litros consumidos em 2003, para 1,3 bilhão de litros consumidos em 2014, um aumento de 90,5%. O consumo per capita também cresceu, passando de 3,83 litros/ano em 2003, para 6,43 litros/ano, segundo dados da ABIS – Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes. Em Franca, estima-se que o consumo per capita seja de 3,54 litros/ano, por isso, a cidade é vista como promissora nesse segmento.

Que o diga o empresário Richardson Gonçalves, que há cinco anos dirige a Sorvetes e Cia e comemora a consolidação da empresa. “Nunca pensei em trabalhar com sorvetes e nem tinha experiência na área, mas escolhi esse segmento por ser uma área alimentícia e pelo baixo custo por cliente. Hoje temos uma boa clientela”, diz.

O consumo de sorvetes está aumentando a cada dia. Cresce também a consciência de que o sorvete não é uma guloseima, mas sim um alimento nutritivo e que pode ser consumido o ano todo.

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A diversificação


Richardson, da Sorvetes e Cia, comemora o bom movimento em seu estabelecimento (Foto: Ricardo Fernandes)

O aumento da demanda também veio acompanhado do acirramento da concorrência traduzida no grande número de yogurterias frozen e paleterias surgidas nos últimos anos. Por isso, especialistas são taxativos: neste cenário, manter a inovação e investir em qualidade superior são fundamentais para manter a competitividade.

Foi o que fez Richardson. Hoje, na Sorvetes e Cia os clientes têm várias opções, que vão do rodízio de sorvete – durante uma hora eles podem tomar sorvete e açaí à vontade, até o açaí ao sorvete por quilo. “Temos várias opções de acompanhamento, como Nutella, leite ninho, granulado, confete, granola, gotas de chocolate, amendoim, além de diversas coberturas. Para completar, estamos pensando em oferecer também sucos e salgados”, diz.

O Gran Gateau do City Posto é um dos lançamentos que virou sensação em Franca (Foto: Ricardo Fernandes)

E ele não está sozinho nessa. De olho na grande aceitação que o sorvete tem entre os francanos, Giselly Cristina de Oliveira Castro decidiu incrementar o cardápio do City Posto. Para completar, foi convidada a participar do evento de lançamento de várias novidades no Centro de Treinamento da Kibon em São Paulo. “Lá, o produto que mais nos chamou a atenção foi o Gran Gateau, que na verdade é um petit gateau maior e com picolé Magnum ou Eskibon, que fazem toda a diferença, dando um charme a mais no prato”, conta a empresária, que resolveu investir nesse produto pela beleza do prato e desde que lançou em Franca, tem registrado grande procura. “A procura por essa sobremesa está sendo muito grande, em razão do calor intenso e a delícia de saborear um produto diferente e de qualidade”, diz ela, que adianta: independentemente da estação, o City Gran Gateau permanecerá no cardápio.

Para Giselly, do City do Posto, a demanda por sorvetes só cresce em Franca, independente da estação (Foto: Ricardo Fernandes)

Além desta opção, o City Posto possui outras receitas com sorvetes, que são as bebidas de verão, como os frapês mix – sensação, Nutella com Ovomaltine e ninho trufado. E em média, 70 pessoas por dia consomem uma das opções de sobremesas.

Os preços dos sorvetes variam em Franca, dependendo do produto e dos adicionais, mas giram entre R$ 2,50 a R$ 35. Para quem investiu nessa área, não há queixas. “Temos um movimento de 60 pessoas de segunda à sexta, aos sábados sobe para 100 e aos domingos varia entre 200 e 250 pessoas”, comenta Richardson.

Mercado só cresce


Prestes a completar um ano da Ice by Nice, Weverson comemora a boa aceitação da franquia em Franca (Foto: Ricardo Fernandes)

Para quem está na área, é um mercado que não tem volta. Isto porque hoje todo mundo fala de sorvete. Mas há 10 anos não era assim. Foi justamente isso que seduziu o empresário Weverson Cleber Guagnoni, que inaugurou em novembro último, em Franca, a Ice by Nice. “Por não ter experiência no ramo, busquei estudar muito o mercado antes de abrir o negócio. A escolha do segmento, gosto pessoal e a expansão do setor de sorvetes no Brasil foram pontos importantes”, conta ele, que se decidiu pela franquia, pela mesma ter mais de 26 anos de experiência e sucesso, além da qualidade de seus produtos, juntamente com a força da marca.

Com produtos diferenciados para cada estação do ano, movimento na Ice by Nice permanece intenso (Foto: Ricardo Fernandes)

E ele não tem do reclamar. Desde que abriu as portas, atende cerca de 350 pessoas por dia, sendo o final de semana o período de maior pico. Weverson credita o sucesso à qualidade do produto. “Oferecer uma escolha saudável e com muito sabor em sorvetes artesanais, acompanhado a isso a uma variedade de produtos, como no caso de nossas famosas taças, picolés tradicionais e customizados, trufas de sorvetes, sorvetes sem lactose e zero açúcar, faz toda a diferença”, diz ele, feliz com a boa receptividade entre os francanos. E são eles que elegeram o queridinho na Ice by Nice, o Nice Gateau, a sobremesa mais pedida. “Trata-se de uma deliciosa sobremesa de creme de chocolate, bolo petit gateau, chantilly, chocolate ao leite, pasta de avelã e um picolé a escolher coberto com calda de esquimó, além das opções de fruta, que pode ser banana ou morango”, explica Weverson, acrescentando que outras campeãs são as taças Nice Churros, Morango Chocolate e Cia e a Feijoada Ice.

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