
Nessa semana em que estão acontecendo as atividades relacionadas à proteção e direitos dos animais, cujo ápice ocorrerá neste sábado, 08, com mais uma edição do projeto Viva o Parque, nas dependências do Parque de Exposições Fernando Costa, a Prefeitura de Franca também está prestes a comemorar um ano de efetivo funcionamento do VITAS (Viveiro Transitório de Aves Silvestres).
O VITAS é um local de acolhimento, acompanhamento e recuperação de espécies silvestres acidentadas ou recolhidas pelos órgãos ambientais de fiscalização e a sua soltura novamente ao seu ambiente natural.

O local está instalado no Jardim Zoobotânico da cidade, na região Norte, próximo ao bairro City Petrópolis. Dezenas de espécies atualmente se encontram passando por recuperação, recebendo acompanhamento diário de profissionais habilitados e quando necessário, são encaminhados para atendimentos mais complexos na Universidade de Franca, que possui uma estrutura completa no Hospital Veterinário. Outras dezenas, talvez centenas, já foram devolvidas à natureza, tendo como base o próprio Zoobotânico, que conta com uma ampla reserva nativa.
Projeto Cidadão
O Viveiro Transitório está acolhendo e também dando oportunidade para que profissionais e estudantes (estagiários na área), aprofundem seus conhecimentos e tomem gosto pela causa, portanto, é um projeto de cidadania e de caráter educativo.
“Inaugurado no começo de novembro do ano passado, o VITAS tem muito o que comemorar”, observa o coordenador da Vigilância Ambiental, Cléber Benedito Silva, que completa: “ele representou uma porta e janela de salvação para vários tipos de aves vitimadas por ações das mais diversas. Sejam elas acidentes, tráfico ou mantidas em cativeiro”, salienta.

De fato, o que se vê no VITAS é de encher os olhos. Tucanos, araras, periquitos, papagaios, canários e pássaros diversos da nossa região, se encontram, atualmente, em processo de recuperação para soltura posterior.
O viveiro é feito de uma estrutura construída no recinto do Jardim Zoobotânico, que conta com vigilância monitorada, onde são encaminhadas aves silvestres apreendidas pelos órgãos de fiscalização, são identificadas e recebem todo acompanhamento até voltarem ao seu habitat natural.

A capacidade é abrigar de 25 a 30 aves de maior porte (araras, corujas e gaviões, por exemplo), além de 400 outras de pequeno porte, como canários e similares. Os investimentos feitos no Viveiro Transitório tiveram como origem o Fundo Municipal de Meio Ambiente, via Conselho Gestor, que aprovou a destinação para tornar realidade essa estrutura, com uma contrapartida municipal. O montante aplicado foi da ordem de R$ 1 milhão.
O VITAS já contabilizou 699 aves recuperadas e soltas na natureza; conta com 144 em reabilitação e 65 foram encaminhadas para outros locais, como zoológicos e áreas de soltura.



