
Elas já foram figuras onipresentes na vida de muitas famílias, mas hoje as empregadas domésticas estão desaparecendo e podem se tornar artigo de luxo nos próximos anos, segundo um estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas – Ipea, que aponta para o fim do emprego doméstico nos moldes convencionais no Brasil, a exemplo do que já ocorreu em países da Europa e nos Estados Unidos. Embora hoje os novos imóveis não contemplem mais a dependência de doméstica, a demanda por uma empregada fixa continua grande e, em Franca, essa dificuldade é sentida pela maioria das famílias que necessita desse auxílio no dia a dia.
Que o diga a contabilista Patrícia Suely de Freitas, 48 anos, que nos últimos dois anos vem tentando encontrar uma profissional para cuidar de sua casa e da família. Sua empregada se mudou para outra cidade com o marido, logo em seguida ela conseguiu outra, mas ela não ficou um mês, dizendo que estava muito cansada. “Depois desta, fiz alguns testes, mas não consigo encontrar alguém que dê certo e que, principalmente, seja de confiança”, conta. Casada e mãe de dois filhos – Pedro Henrique, 22 anos, e Paulo Augusto, 20 anos, após as tentativas de contratação frustradas, Patrícia decidiu ficar sem empregada e tem recorrido à ajuda dos filhos e do marido, além de uma faxineira, para conseguir manter a casa funcionando. “O único inconveniente tem sido o almoço, que agora recorremos à marmita, já que passo o dia fora. Na hora do jantar, sempre damos um jeito”, diz.




