
Nos últimos cinco anos, a MRV Engenharia investiu na implantação de 170 escolas de alfabetização/capacitação espalhadas
pelos seus canteiros de obras em 19 estados do país onde opera. O
resultado tem sido bastante positivo, com mais de três mil operários
alfabetizados no período, correspondendo a cerca de 20% da sua mão-de-obra. Em
Franca a iniciativa foi lançada neste ano e conta com o apoio do projeto de
Alfabetização de Jovens e Adultos, mantido pela Prefeitura Municipal.
Segundo
o último censo do IBGE, hoje existem 13 milhões de brasileiros que não
conseguem escrever seu próprio nome ou ler uma simples frase, representando
cerca de 8,5% da população, com 15 anos ou mais. Um dos setores onde as
estatísticas são mais gritantes é o da construção civil. Nesse sentido, o
esforço da MRV em combater o analfabetismo dos seus operários acaba sendo
significativo.
“Queremos
que em cada canteiro de obras haja uma escola em funcionamento promovendo a
educação e cidadania dos operários que demonstram dificuldades no aprendizado”,
explica Eduardo Fischer, presidente da empresa e também do Instituto MRV,
criado para promover a transformação social por meio de programas em educação,
alicerce para o desenvolvimento de um país.
Segundo ele, o projeto Escola Nota
10 amadureceu na companhia e hoje já existem engenheiros comprometidos com a
educação dos seus subordinados. “Isso nos deixa muito orgulhoso porque
cada operário alfabetizado é capaz de ser um exemplo na sua família de origem,
incentivando outros a fazer o mesmo”, completa ele.
O diferencial
Um
diferencial importante deste projeto é que as aulas acontecem durante o horário
de expediente. “Percebemos que a evasão dos alunos era menor se o curso fosse
dado logo no início da jornada de trabalho”, conta Fischer. “Devido ao esforço
físico necessário no trabalho da construção civil, muitos não teriam condições
de frequentar as aulas depois de um dia de trabalho”.
O
presidente avalia que o projeto em educação ajudou no aumento da
produtividade na empresa. “A melhoria contínua dos processos construtivos
e os investimentos constantes em educação, treinamento e qualificação da nossa
mão de obra contribuíram para um ganho de produtividade em torno de 15% nos
últimos três anos”, diz ele.
Parcerias
O projeto conta com parcerias
pedagógicas do SESI, das Secretarias Municipais de Educação e de ONGS do setor
de educação, que ficam responsáveis pela disponibilização de professores e
emissão de certificados de conclusão dos cursos.
Segundo
dados de uma pesquisa amostral feita pela MRV, a maior parte dos estudantes
cadastrados no projeto ocupam cargos de servente ou pedreiro de obras. Em sua
maioria, são homens (94%) e funcionários contratados diretamente pela empresa.



