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Maju or not Maju: a questão é um pouco mais grave

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A questão é um pouco mais grave,
está em jogo em Paris agora o futuro da vida do planeta, muito ameaçado hoje em
dia na França, em Franca, em qualquer lugar do mundo. O editor chefe do

Jornal Nacional,
William Bonner escalou Maria Júlia Coutinho como a
principal correspondente  na
Conferência do Clima (COP 21) em
Paris despertando boatos, gerando ciúmes de colegas e mais uma onda de tabus e
preconceitos na web: Maju é sim uma jornalista e pessoa qualificada para esta
cobertura internacional de política e meio ambiente, que é uma missão, levando
em conta o valor da busca de um resgate da ecologia perdida na vida. O problema
não é Maju mas a grande mídia…

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O principal evento para o futuro da Terra não está tendo o destaque merecido na grande mídia?


Maju vai conseguir popularizar
ou neutralizar o tema meio ambiente na Conferência do Clima em Paris?..
.

Eu recebi e-mails de ex-colegas da TV Cultura
de Maria Júlia Coutinho, comemorando o fato de ela ter uma grande oportunidade
como jornalista agora, ela que é mais conhecida como a garota do tempo no JN.
Dentro da Globo, alguns e algumas jornalistas mais experientes
reclamaram e ficaram indignados com a decisão do editor chefe do principal
telejornal da emissora de mandar para Paris a jovem e negra Maju para cobrir o
megaevento da ONU em Paris, que desde segunda-feira está reunindo os
principais governantes de países, inclusive, com a presença também da
Presidente do Brasil, que tem sido ouvida mais sobre problemas brasileiros do
momento. Começou a 21ª Conferência do Clima (COP 21), mas por aqui em
nosso país não está tendo aquele destaque: por exemplo, nesta terça-feira, no Jornal
Hoje da Globo
quase nem se tocou nesse assunto, que é a pauta da hora, pelo
valor das decisões. Esta situação foi destacada em alguns sites como no Terra
e no portal pragmatismo político. Nas redes sociais, houve um
reaquecimento de racismo ou pelo menos de preconceito contra esta profissional
negra, tanto seus coleguinhas como internautas chegaram a questionar a
qualificação dela para esta função: Ela no entanto tem todas as condições
culturais e profissionais de fazer este trabalho, é a nossa opinião no blog da
ecologia e da cidadania Folha Verde News, preparando também uma edição
sobre a Conferência do Clima aqui para o Flash da Ecologia, no
site do interior Jornal da Franca. Na França, Maju encarou de cara uma manifestação
de rua, depois dificuldades para entrevistar ao vivo alguns líderes mundiais e
isso devido ao clima de terrorismo na cidade luz e não por uma questão
ambiental…Houve também dentro e fora da Globo, na mídia e no Facebook,
insinuações maldosas contra o editor do JN Willian Bonner, sobre o
seguinte sentido: ele teria escolhido Maju exatamente porque ela não teria a
rodagem e o alcance de um evento tão importante para o meio ambiente, que não
está entre as pautas preferenciais nem desta rede de TV nem da grande mídia
brasileira. Um texto de Daniel Castro no site Uol também mostrou que
“os críticos da escolha de Maju para a COP-21 já estão fazendo
piada com o assunto, dizem que a jornalista vai a Paris para dizer como estará
o tempo no dia seguinte em cidades como Washington e Moscou, ela vai dormir
durante as altas decisões da Cúpula. Colegas dela chegaram a dizer que Maju não
entende nada desta pauta, grande demais para ela, com apenas 7 meses na
meteorologia do telejornal”. Mas não é isso que está ocorrendo. Além de
enfocar as manifestações de jovens e de pacifistas com toda precisão, ela
entrevistou logo de cara o Ministro do Meio Ambiente do Peru, Manuel
Pulgar Vidal, que deu início de forma oficial à 21ª Conferência das
Partes (COP21) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima
(UNFCCC)
:
mas será que os editores vão postar com destaque suas
matérias e enfocar como se deve este evento? Líderes mundiais de quase 200
países estão buscando um consenso internacional entre os vários programas e
metas nacionais para diminuir a emissão de CO2 e evitar um aumento de 2
graus na temperatura do planeta, o que segundo estudo de mais de 100
cientistas, de variadas nacionalidades, do IPCC da ONU causará um
caos no ambiente e no clima em todos os lugares. Há muita desconfiança e
desesperança em relação a esta conferência mundial e as chances de uma virada
nas mudanças climáticas e desequilíbrios ambientais terrestres. Há também um
tabu, assim como contra a jovem jornalista Maju, um preconceito contra este
evento da Organização das Nações Unidas e contra qualquer tema que seja
ligado a meio ambiente, talvez, pela força que os lobbies do petróleo e outras
indústrias poluentes exercem sobre as maiores empresas de comunicação. O fato é
que em Paris na Franca hoje e por mais 10 dias autoridades de quase todos os
países buscam um acordo para frear o aquecimento global, algo que o falecido Protocolo
de Kyoto
de 1997 não conseguiu. É um desafio monstro, mas ele pode avançar
um pouco mais o equilíbrio cada vez mais urgente entre os interesses econômicos
e os ecológicos para em toda a Terra ao menos se iniciar um processo de
avanços, ainda que tarde: desenvolvimento sustentável ou caos, é o foco.
E com certeza, Maju sabe muito bem disso. Mas será que interessa às grandes
empresas da mídia entrar nesta luta dos cientistas, dos ecologistas e dos que
lutam pela natureza e pelo ser humano na Terra?…

A foto oficial com 193 chefes de
estado de todo o planeta marcou o início dos debates

Enquanto isso, nas ruas
manifestações com jovens e líderes da ecologia e da cidadania  

A COP 21 é o maior desafio para
o meio ambiente e na carreira da jovem jornalista Maju

E, sem fazer piada com a garota do
tempo, o clima começou fechado nos debates da ONU em Paris

Amanhã, aqui no Jornal da Franca um novo Flash de Ecologia, + 1 microblog na aventura da vida daqui da cidade, da região, da Franca, da França, do planeta, um post todo dia para você, onde quer que você esteja: paz aí, Padinha.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região