Com o objetivo de fornecer uma base de dados completa para o setor de calçados tomar as decisões estratégicas importantes em meio a um cenário ainda nebuloso, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) lançou o Relatório Setorial da Indústria de Calçados Brasil 2016. Além dos números, a entidade fornece uma análise do período de apuração e também uma projeção para o ano seguinte, desenvolvida pelo doutor em economia e consultor Marcos Lélis.
O assessor executivo da Abicalçados, Igor Hoelscher, explica que a metodologia foi baseada no cruzamento de dados colhidos com empresas do segmento e os números oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “São dados sólidos compilados das empresas do setor e com a base populacional da Pesquisa Industrial Anual (PIA) que nos permitiram evoluir na análise e detalhamento dos números”, frisa.
Números
No relatório figuram números como a produção de calçados, que em 2015 ficou em 944 milhões de pares, 5,7% menos do que em 2014. Segundo o economista Marcos Lélis, que analisou os dados, o resultado negativo passa pelas dificuldades inerentes à crise econômica enfrentada pelo país e pela fragilidade da competitividade nacional no mercado externo. A queda na demanda interna por calçados, de 5,3% entre 2013 e 2015, também é um indicativo das dificuldades encontradas pelo setor calçadista. Em 2015 o consumo ficou em 853,3 milhões de pares ante 905,4 milhões em 2014 e 952,4 milhões em 2013. O uso da capacidade instalada da indústria de calçados, por sua vez, ficou em 72,9%, abaixo da verificada em 2014 (78,5%) e em 2013 (83,8%). “A questão afeta fortemente os investimentos em tecnologia e otimização de processos”, avalia Lélis.




