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Uso de anticoncepcionais ainda gera dúvidas sobre ações e reações no corpo

Ao contrário do que muitos falam, o uso contínuo do contraceptivo não interfere na fertilidade da mulher

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Há ainda muitas dúvidas sobre o uso da pílula anticoncepcional

Tomar pílula anticoncepcional é uma das
discussões mais comuns nos consultórios de ginecologia. Além de ser um método eficaz
contra a gravidez indesejada, as novas opções disponíveis no mercado garantem
também a melhora do fluxo menstrual, auxilia no combate das cólicas menstruais
e na TPM, além de trazer benefícios para pele.

Mas qual é o método mais indicado? Qual a
idade recomendada?

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Segundo o ginecologista e obstetra Élvio
Floresti Junior, o anticoncepcional tem como base
geralmente a combinação dos hormônios estrogênio e progesterona sintéticos.
Cada mulher deve avaliar sua necessidade e se está em algum grupo de risco. No
caso de mulheres com diabetes, lúpus, hipertensas, obesas, fumantes ou com
histórico de trombose o uso da pílula não é indicado. “Apesar de muito rara, a
trombose é um risco existente. Em uma consulta com o especialista é possível
avaliar a paciente e as vezes é indicado realizar exames que detectam a
predisposição para essa doença”, explica o ginecologista.

A pílula mais familiar entre as mulheres é
aquela de 21 dias, conhecida como pílula monofásica. Sua fórmula possui a mesma
dosagem de estrogênio e progesterona e após o término da cartela é necessário a
pausa de 7 dias.

Um dos mais
utilizados atualmente, é a pílula que contém
drosperinona 3 mg e 20 mcgetinilestradiol em sua fórmula. Esta, por
sua vez possui 24 comprimidos e apenas 4 dias de pausa e é mais eficiente para
quem busca combater os sintomas comuns causados pelos hormônios femininos, como
retenção de líquido, TPM, acne e ovários policísticos.

Outra opção é a pílula apenas de
progesterona. “Geralmente indicada para mulheres que amamentam este tipo de
medicamento também pode ser recomendado para fumantes, mas possui alguns
efeitos colaterais se comparado às pílulas com estrogênio. É comum as pacientes
se queixarem de aumento de peso, retenção hídrica, aumento da oleosidade e
alterações do humor. Mas não deixa de ser uma opção para determinados casos”,
afirma o especialista.

Sobre a idade ideal para o início do
medicamento, o especialista afirma que o mais indicado é esperar pelo menos um
ano após a primeira menstruação. “É importante lembrar que a pílula
anticoncepcional, por possuir hormônios femininos, age inibindo a produção
hormonal ovariana. Não adianta a paciente ir até a farmácia e procurar pela
mesma pílula da amiga, sem a prescrição médica”, enfatiza doutor Élvio.

Dúvida comum

Ao contrário do que muitos falam, o uso
contínuo desse tipo de medicamento não interfere na fertilidade da mulher. “As
dosagens hormonais dos medicamentos atuais são muito baixas. Assim que a mulher
para de tomar o anticoncepcional, o ovário retoma sua atividade normalmente. O
que dificulta a fertilidade é o aumento da idade e as mulheres estão deixando
para engravidar cada vez mais tarde”, diz.

Outra dúvida comum é sobre a perda da libido
feminina relacionada ao uso do anticoncepcional. Um estudo recente feito pela
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia mostrou que
das 500 mulheres entrevistadas, 72% disse não sentir alterações na libido. Já
16% afirmaram sentir uma queda no desejo sexual, enquanto 11% das entrevistadas
disseram que com o uso da pílula sentiram o desejo aumentar.

“Tudo realmente vai depender de mulher para
mulher. A libido vai muito além da questão hormonal. Está mais ligada ao
psicológico da mulher, aos problemas do cotidiano, a sua rotina do dia a dia do
que a um problema clínico”, finaliza.

A melhor pílula não é a mais cara ou aquela
indicada pelo seu médico. A melhor é a que você se adapta melhor, sempre
priorizando as de baixa dosagem, já que todas são eficazes como contracepção.

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