Em setembro, o Índice de Preços ao
Consumidor (IPC) registrou queda de 0,447% em Ribeirão Preto, apontando para
uma redução no custo de vida em relação ao mês anterior. O resultado foi
influenciado principalmente pela retração nos preços de alimentos como a
batata, o mamão e o leite, e no valor das passagens aéreas e dos veículos
usados.
Essa é a primeira vez que a
Associação Comercial e Industrial de Ribeirão (Acirp) e a Fundação Instituto de
Pesquisas Econômicas (Fipe) registram deflação nesse ano – a maior desde 2011,
de acordo com o economista Gabriel Couto.
“A tendência para os próximos meses
é de inflações mais moderadas, talvez não deflações tão grandes como a que a
gente observou esse mês. Mas, a inflação tende a se moderar um pouco mais daqui
até o final do ano”, explicou.
O grupo que teve maior variação de
preços foi “transportes”: os preços dos automóveis usados sofreram queda de
3,97% e o das passagens aéreas caíram 5,63%. Em segundo lugar, mas com uma
contribuição maior no resultado final, ficou o grupo “alimentos”.
Segundo a Acirp/Fipe, o leite ficou em
média 13,94% mais barato aos consumidores, sendo o item com maior contribuição
negativa no IPC. Em seguida, aparecem a batata e o mamão, com queda de preço de
26,95% e 22,24%, respectivamente.
“São preços que tinham subido
bastante e, agora, com a normalização da oferta, com a normalização das
condições climáticas que fizeram esses preços subirem, a gente vê um impacto
negativo na inflação”, explica o economista.
A carne bovina, por outro lado,
ficou 4,34% mais cara nos açougues. Alguns cortes, como o contrafilé e o filpe
mignon, por exemplo, tiveram alta ainda maior: o primeiro registrou variação de
8,54%, e o segundo de 10,55%.
“Isso é algo que acontece todo ano.
Alguns anos isso acontece de maneira mais intensa, outros de maneira menos
intensa. Mas, a tendência é que daqui até o final do ano a gente observe um
comportamento do preço das carnes com uma ligeira alta”, disse o economista.
As bebidas também ficaram mais caras
para os consumidores, com alta de 1,97% em setembro. Apesar de a variação não
ser a mais elevadas entre os itens analisados, foi o que mais contribuiu no
cálculo do IPC.



