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Vigilância em Saúde esclarece caso de macaco morto encontrado em Guaíra

Preocupação se justifica uma vez que animais desta espécie podem transmitir a febre amarela

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Um macaco da espécie Bugio foi encontrado morto em Guaíra no último sábado, 5. Recolhido pela Guarda Municipal e encaminhado para a Vigilância em Saúde, todos os procedimentos preventivos e de investigação quanto a causa da morte do primata foram tomados, inclusive com o envio de material para exames detalhados pelo Instituto Adolfo Lutz, e aguarda resultados.

A preocupação se justifica uma vez que os animais silvestres desta espécie podem contrair e transmitir doenças, sendo a principal a febre amarela.

O setor de Saúde municipal, ainda adianta que em Guaíra, neste ano, não houve registro de nenhum caso de febre amarela em primatas, no entanto ocorreram casos nas regiões de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto.

Devido a situação epidemiológica regional, com o registro de morte de macacos em Olímpia, Bebedouro, Cajobi e Severínia a Vigilância Epidemiológica está orientando toda população a comparecer nos postos de saúde, mais próximo de sua casa, e verificar se há necessidade reforçar a dose da febre amarela.

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Quanto avistar macacos mortos ou com aparência de doença entrar urgente com a Vigilância em Saúde (3331-7799) ou a Guarda Civil Municipal (fone: 199).

Confira a nota de esclarecimento emitida pela Vigilância em Saúde:

Na noite de sábado, dia 05 de novembro de 2016, por volta das 21h, o veterinário da Vigilância em Saúde, Leonardo Brito Paulino de Andrade, foi acionado pela GCM devido populares terem encontrado um macaco da raça Bugio – Gênero Alouatta morto em via pública. Após exame minucioso, Leonardo constatou que o mesmo não possuía ferimentos; conforme orientação da plantonista da Central de Vigilância Epidemiológica – CVE o mesmo foi congelado.

Hoje, 07/11/16, será realizada necrópsia para coletar fragmentos de órgãos para diagnóstico de febre amarela pelo Instituto Adolf Lutz (IAL).

Informamos que no ano de 2016 foi confirmado um caso humano de Febre Amarela e também uma morte de Primata Não Humano (PNH) por Febre Amarela no GVE de São José do Rio Preto, em abril e agosto respectivamente e uma epizootia no GVE em Ribeirão Preto, no mês de julho.

A Febre Amarela é uma doença infecciosa febril aguda, imunoprevenível (vacina) causada por um vírus transmitido por vetores artrópodes, que possui dois ciclos epidemiológicos distintos de transmissão: silvestre e urbano. Reveste-se da maior importância epidemiológica por sua gravidade clínica e elevado potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas por Aedes aegypti. O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa. A vacina é a principal ferramenta de prevenção e controle da doença.

Definição de caso suspeito de epizootia: primata não humano de qualquer espécie, encontrado morto (incluindo ossadas) ou doente, em qualquer local do território nacional. Todo caso suspeito deve ser notificado imediatamente (em 24 horas) a Vigilância em Saúde. Telefones: 3331-7799 oi 3332-5151.

Definição de caso suspeito de Febre Amarela: indivíduo com quadro febril agudo (até 7 dias), de início súbito, acompanhado de icterícia e/ou manifestações hemorrágicas, residente ou procedente de área de risco para febre amarela ou de locais com ocorrência de epizootias em primatas não humanos ou isolamento de vírus em vetores, nos últimos 15 dias, não vacinado contra a febre amarela ou com estado vacinal ignorado.

Segundo informações do GVE XIV – Barretos, os municípios de Olímpia, Bebedouro, Cajobi e Severínia também encontraram primatas mortos/doentes e encaminharam material para análise, ainda estão aguardando resultados.

Em Janeiro de 2016 houve alteração no calendário da vacina contra a Febre Amarela. Devido a atual situação epidemiológica regional, solicitamos que todas as pessoas compareçam a Unidade de Saúde mais próxima de sua residência para que a equipe verifique a necessidade de nova dose contra a Febre Amarela. Cada frasco de vacina contém 5 doses e após diluição tem uma validade de 6 horas, por isso solicitamos que compareçam à Unidade no período da manhã para a vacinação evitando assim o desperdício de doses de vacina.

Solicitamos que toda a população comunique a Vigilância em Saúde ou a Guarda Civil Municipal casos de macacos doentes ou mortos para que todas a providências sejam tomadas em tempo hábil. Contamos com a colaboração de todos.

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