A doença conhecida por buraco na mácula — região central da retina responsável pela nitidez da visão — recebeu aprovação científica para tratamento combinado com outra cirurgia, a de catarata. Os resultados são de estudo realizado por pesquisadores do campus de Ribeirão Preto da USP que acompanhou 65 pessoas com o problema.
As vantagens do procedimento único, combinando as duas técnicas, é comemorada pela equipe da USP por se tratar do primeiro estudo prospectivo realizado no mundo para estes casos e também por ser importante, principalmente, para o Sistema Único de Saúde (SUS) poder oferecer um tratamento seguro, economizando tanto no custo direto, quanto indireto da cirurgia.

O pesquisador Rodrigo Jorge, coordenador da equipe responsável e professor de Oftalmologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, conta que, apesar do nome soar estranho, a doença do buraco macular não é tão raro e se caracteriza pelo desenvolvimento de um buraco no centro da retina, que fica no fundo do olho, levando à perda visual.
A doença afeta pessoas mais maduras, mas que ainda não desenvolveram catarata. Porém, como o efeito colateral da cirurgia de fundo de olho para correção do buraco macular é justamente a catarata, especialistas já vinham recomendando a realização dos dois procedimentos ao mesmo tempo: cirurgia do fundo do olho para o buraco de mácula com a de retirada do cristalino e implante de lente para a catarata.




