Publicado em 30 de setembro passado pelo governo federal, o Decreto 10.502, que instaura a Política Nacional de Educação Especial (PNEE), gerou protestos de especialistas e entidades ligados à educação.
Na USP, a Faculdade de Educação (FE) divulgou um manifesto em que exige a revogação imediata da PNEE. O manifesto afirma que o decreto é um “mecanismo de desresponsabilização do Estado quanto ao direito à educação, aos seus deveres de investimento na manutenção e desenvolvimento de uma escolarização pública e com garantia de uma permanência igualitária e de qualidade”.
Em Brasília, os senadores Fabiano Contarato e Mara Gabrilli apresentaram um projeto de decreto legislativo para revogar a política por ser “excludente e ilegal”, ferindo a Constituição e a legislação sobre educação inclusiva, conforme noticiou a Agência Senado. O Jornal da USP entrou em contato com o Ministério da Educação, solicitando entrevista com a secretária de Modalidades Especializadas de Educação, Ilda Ribeiro Peliz, mas até esta sexta-feira, dia 16, não tinha sido atendido.

“A política de educação inclusiva estava em plena implantação. A inclusão tira o foco da pessoa, ou seja, não é ela que é incapaz, e coloca o foco no sistema. É ele quem deve se reorganizar e reestruturar para atender a todos”, declara Eucia Beatriz Lopes Petean, professora da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP.




