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Acompanhando cenário nacional, Franca perde 112 vagas na construção civil

Emprego no setor em todo o Brasil caiu 1,14% em setembro e chega a dois anos de cortes consecutivos

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Projeção do SindusCon-SP é de aproximadamente 500 mil demissões até o fim do ano

Franca perdeu 112 vagas na construção civil em setembro, em relação a agosto, segundo dados da pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE). Considerados os 12 últimos meses, a redução é de 443 vagas, o que equivale a um percentual de 11,42.

No Brasil, com a queda de 1,14% no nível de emprego em setembro na comparação com agosto, a construção civil alcançou a negativa marca de dois anos seguidos de cortes, totalizando 899.913 mil demissões. Foram 30.823 demissões em setembro, deixando o saldo de trabalhadores no setor em 2,678 milhões. Em outubro de 2014, primeiro mês de queda, o estoque era de 3,57 milhões.

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Nos primeiros nove meses do ano houve corte de 225.069 vagas. Em 12 meses o saldo negativo é de 460.014 empregos a menos. Desconsiderando efeitos sazonais*, foram fechadas 48.068 vagas em setembro (-1,80%).

Para o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, a nova queda do nível de emprego reflete a persistência de escassez de novos investimentos em construção, apesar do otimismo com a condução da política econômica. “Medidas que objetivem o reequilíbrio fiscal, como a instituição de um teto para os gastos públicos e a reforma da Previdência, são necessárias para recuperar a confiança dos investidores. Porém, não bastam para reaquecer a economia”, comenta.

Romeu Ferraz preconiza a necessidade de adoção urgente de outras medidas para estimular a produção e o emprego, como as reformas tributária e trabalhista, a racionalização das despesas do governo, a diminuição dos juros, a elevação da oferta de crédito e a agilização das concessões e parcerias público-privadas da União, estados e municípios.

Segmentação 

Por segmento, obras de acabamento e imobiliário registraram as maiores quedas em setembro na comparação com o mês anterior, 1,30% e 1,29% respectivamente. No acumulado do ano, contra o mesmo período do ano anterior, o segmento imobiliário segue apresentando a maior queda (-17,76%), seguido por preparação de terreno (-14,92%).

A deterioração do mercado de trabalho afeta quase todas as regiões do Brasil, sendo que os piores resultados foram observados no Sudeste (-1,36%) e Nordeste (-1,16%). No estado do Rio de Janeiro, foram 6.441 demissões no período na comparação com agosto. Minas Gerais perdeu 2.226 vagas.

Emprego por regiões do Brasil 
(setembro de 2016)**

Região

Variação mensal (%)

Variação absoluta do estoque

Centro-Oeste

-0,51

Nordeste

-1,16

-6.344

Norte

-0,87

-1.353

Sudeste

-1,36

-18.538

Sul

-0,81

-3.476

Brasil (Total)

-1,14

-30.823

**Os dados da tabela consideram os fatores sazonais

Estado de São Paulo

Em setembro, houve queda de 1,27% no emprego em relação a agosto – redução de 9,22 mil vagas. O estoque de trabalhadores foi de 724,8 mil em agosto para 715,6 mil em setembro. Desconsiderando a sazonalidade**, houve queda de 1,29% (-9,27 mil vagas).

No período, o segmento de obras de instalação e imobiliário responderam pelo pior desempenho (-1,93% e -1,50%, respectivamente).

Na capital, que responde por 44,5% do total de empregos no setor, a queda em setembro na comparação com o mês anterior foi de 1,71% (-5.566 vagas). Em 12 meses, São Paulo registra retração de 13,96%.

Entre as Regionais do SindusCon-SP, Santos apresentou a maior queda (-1,84%), seguido por Santo André (-1,67%). A Regional de Presidente Prudente foi a única a apresentar alta – 0,47%.

Emprego por regiões do Estado de São Paulo 

(setembro de 2016)**

Região

Variação mensal (%)

Variação absoluta do estoque

Bauru

-0,51%

-112

Campinas

-0,79

-614

Presidente Prudente

0,47

41

Ribeirão Preto

-0,75

-365

Santo André

-1,67

-701

Santos

-1,84

-478

São José do Rio Preto

-0,68

-207

São José dos Campos

-1,18

-761

São Paulo (sede)

-1,71

-5.566

Sorocaba

-0,58

-466

 **Os dados da tabela consideram os fatores sazonais

*A dessazonalização é um tratamento estatístico que tem como objetivo retirar efeitos que tipicamente acontecem em um mesmo período do ano.

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