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Incluir as crianças na preparação de receitas promove benefícios gerais

Especialista explica que quando a criança participa da elaboração dos pratos, ela sente vontade de comer

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Além do cheirinho de bolo no forno e do prazer de comer uma receita preparada por elas mesmas, inserir as crianças no universo culinário traz ainda mais benefícios: é uma forma de estimulá-las a experimentar novos alimentos, ensinar a responsabilidade, higiene e até um pouco de matemática, além de ser um momento prazeroso entre pais e filhos. Ao contrário do que se pensa, cozinha é lugar de criança. “Quando a criança participa da elaboração dos pratos, ela sente vontade de comer. Os pais precisam aproveitar essa chance para apresentar alimentos diferentes e estimular o paladar infantil, cortando preconceitos contra frutas, verduras e legumes”, diz a nutricionista Letícia Lima Prata.

E para aproveitar o momento ao máximo e não apenas resumi-lo ao ato de cozinhar, é interessante que os pais pensem na atividade de maneira pedagógica. Segundo Letícia, quanto mais a criança tiver participação na preparação do prato – compartilhando desde a ideia da receita à compra dos ingredientes, passando pela execução -, mais especial será a vivência. A sensação de comer aquilo que elas mesmas produziram é incrível para as crianças. “Sem contar que a cozinha vira um lugar de diversão e aprendizado, pois enquanto preparam receitas saborosas, os pequenos descobrem como trabalhar em equipe, manter a cozinha organizada e higienizar os alimentos”, explica.

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Para a vendedora Ana Rita Mesquita, 38 anos, cozinhar com sua filha Ana Paula, 12 anos, tem sido um verdadeiro prazer. Isto porque, apesar de sua rotina exaustiva, são nessas horas que ela recarrega as baterias. “São momentos só nossos. Aproveitamos para conversar sobre o dia a dia e fortalecemos ainda mais nossa amizade. Sem contar que ela aprende cada vez mais a importância de se alimentar bem”, conta.

Detalhes importantes

Ana Paula concorda com a mãe e diz que desde começou a ir para a cozinha, além de aprender a fazer várias coisas, como pavê e doce de banana, receitas que adora, descobriu que gosta de vários alimentos, como beterraba e brócolis, que antes tinha repulsa. “Tudo é muito divertido. Ver que consigo fazer algo gostoso é muito legal”, diz a estudante.

A nutricionista esclarece que o paladar se forma na infância e tudo o que ocorre nos primeiros anos de vida influencia nas preferências ao longo da vida. Inclusive, pesquisas na área sugerem que a criança não nasce com a capacidade de escolher os alimentos de acordo com o valor nutricional. “Seus hábitos são aprendidos a partir da experiência, da observação e da educação”, destaca.

Delegar alguma função para uma criança na cozinhar requer atenção e paciência. Sim, o chão e as roupas vão se sujar e nem sempre a destreza será a palavra de ordem no recinto. Só que o momento é único para você e seu filho, que terá a autoestima elevada por saber que você confia uma tarefa importante a ele e a cumplicidade do trabalho em equipe, que vai unir ainda mais mãe, pai e filhos. “O ideal é manter a criança longe do fogão e de utensílios perigosos, e mão na massa: quebrar ovos, separar, medir e misturar os ingredientes, ler a receita, enquanto você cuida de outra etapa, e montar um alimento, enfim, atividade é o que não falta para a criançada”, pondera Letícia, que orienta que,no início, incluir uma guloseima no cardápio a ser preparado pode ajudar o filho a se animar. Mas não perca a oportunidade de fazer alimentos saudáveis. A saúde da família inteira sairá ganhando.

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