Pouco tempo atrás, fui apresentado por um casal de amigos ao Aperol Spritz que, palavras deles, é o drink do momento nos happy-hours parisienses. Nascido em Veneto alguns verões atrás, caiu no gostos dos italianos e depois por toda a Europa. Tornou-se queridinho na França – onde o elegante casal o conheceu durante uma temporada que esteve por lá.

Seu sobrenome, Spritz, é um velho conhecido. Usa-se o termo para designar o drink que tem como base a mistura de água com gás e vinho, seja ele branco ou tinto. Servidos como aperitivos, os Spritz (a ideia do nome é reproduzir o barulho da esguichada de um líquido gasoso) tem sua origem creditada ao exército austro-húngaro durante a dominação da região italiana de Friuli Venezia Giulia que, para amenizar a alta concentração de álcool nos vinhos locais, os acrescentavam água. O fato é que desde então a bebida difundiu-se para outras cidades – e logo por toda Itália. Hoje é impossível ditar uma composição única para o Spritz que, como o Drymartini, há incontáveis formas de preparo por trás de cada balcão de bar. Porém, assim como o gim e o vermute no drink de Ernest Hermingway, o vinho e a água gaseificada são presenças confirmadas em todas as variantes.
Nascido no país da bota, uma dessas variantes é o próprio Aperol Spritz e, apesar de serem conhecidos por seus famosos aperitivos de sabores amargos (entre tantas outras coisas boas, que fique claro), o drink aparece como opção mais leve e refrescante, ideal para os dias quentes dos últimos verões europeus.




