Mesmo com a pressão da indústria e do setor de serviços, nesta semana mais uma vez a sessão do Congresso para análise dos vetos presidenciais foi adiada, causando reações negativas no mercado. De acordo com as empresas, a demora na análise do veto da desoneração da folha de pagamentos pode ter o efeito de aumentar o preço de produtos e diminuir a quantidade de investimentos no próximo ano. Isso porque, com 2021 se aproximando, as companhias já começaram a se planejar financeiramente para enfrentar o ano que vem.
Sem saber se vão continuar tendo o benefício que substitui impostos sobre o pagamento de funcionários, os empresários não se sentem seguros para investir e anunciam que pode haver demissões.
O setor de calçados é um dos 17 que até este ano tinham a possibilidade da desoneração na folha de pagamentos. De acordo com o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Haroldo Ferreira, com o fim das medidas de preservação do emprego, será difícil manter o mesmo número de funcionários.
“Estamos em uma recuperação dos postos de trabalho e se não houver a manutenção da desoneração, 15 mil postos podem ser perdidos a partir de janeiro”, alerta.




