
Outros problemas do Brasil repercutem mais na Europa do que proposta brasileira para Conferência do Clima da ONU
Na França, em Paris, e nos principais veículos de comunicação de toda Europa, aparecem algumas notícias brasileiras, sobre futebol e corrupção (como não poderia deixar de ser) e, em especial, tabloides franceses e ingleses falam de casos de casamentos gays em nosso país, ganhando maior destaque no noticiário geral do que a informação sobre o pedido de impeachment da Presidente Dilma Rousseff: houve comentários à posição do respeitado professor de Direito em São Paulo, Dalmo de Abreu Dallari, que defendeu que não há fundamento jurídico para o Congresso Nacional decretar o impedimento ou o afastamento da Presidente. Apenas em pequenas notas e em sites de assuntos socioambientais se discute a proposta do Brasil para conter o aumento do Efeito Estufa e controlar as mudanças do clima para a Conferência da ONU que segue por mais alguns dias, com 195 governos buscando um consenso nas medidas. Claro que está em pauta países ricos exigindo investimentos na recuperação ecológica dos países pobres, comentários sobre a dificuldade de se implantar uma economia verde na atual estrutura que se estabeleceu no planeta, que precisa mudar, para sobreviver. Por sua vez, Luíza Bandeira, daBBC, chega a levantar os pontos mais polêmicos da proposta brasileira levada a este evento mundial em Paris, bem como, reações que ela está causando em ambientalistas. De cara, esta matéria analisa que sob o impacto de duas péssimas notícias na área ambiental brasileira, desastre da lama de mineração em Mariana (MG) e o aumento nos índices de desmatamento, a avaliação de especialistas é em geral de que a contribuição de nosso país ao COP21 é enfocada com dois adjetivos: proposta muito tímida e genérica demais. Adriana Ramos, do ISA (Instituto Socioambiental) aparece na reportagem falando que a postura brasileira na Conferência do Clima é “acanhada”. Porém, alguns ambientalistas, sejam brasileiros ou de outras nacionalidades, apontam alguns acertos na posição do Brasil. Entre eles, o pedido para que o acordo global do clima, a ser firmado no evento, tenha força de lei, quer dizer, que seja de cumprimento obrigatório, com revisão a cada cinco anos. Isso, para tudo não ficar no papel e se esvaziar com o tempo, como aconteceu com o Protocolo de Kyoto.





