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Polícia Ambiental de Franca faz balanço da operação Jequitibá

Equipes realizaram flagrantes e apreensões de aves, madeiras e animais silvestres

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Polícia Ambiental de Franca faz balanço da operação Jequitibá
Equipes realizaram flagrantes e apreensões de aves

As madeiras estavam acondicionadas na Vila Pandolfi onde funcionava um bar - a madeira era armazenada ilegalmente

O balanço da Operação Jequitibá na região de Franca foi altamente positivo, uma vez que as equipes galgaram diversas apreensões.

Foram apreendidos 76 animais que vinham sendo mantidos em cativeiro irregularmente e aplicou R$ 1,5 milhão em multas durante uma operação que ocorreu em 40 municípios da região.

A Operação Jequitibá levou o Ministério Público (MP) a abrir dois inquéritos para investigar duas pessoas que criavam animais silvestres nativos e exóticos sem autorização. Os agentes também apreenderam um caminhão de madeira desmatada ilegalmente.

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“Tem que haver uma compensação para os danos ambientais causados. As sociedades atuais e futuras estão perdendo com isso. Pode haver transações penais, mas tem que haver reparação do dano”, diz o promotor do meio ambiente, Paulo Borges.

Uma das primeiras ações ocorreu na manhã de segunda-feira em uma casa no Jardim Panorama, onde os policiais encontraram 15 serpentes e três ouriços exóticos, além de cinco aranhas, três saguis, um jabuti, um cágado e uma coruja nativos.

O dono dos animais, um jovem de 19 anos que mantinha as criações irregularmente desde os 12, foi multado em R$ 11 mil e responderá por crime ambiental.

Depois as equipes apreenderam três araras-canindé, que são ameaçadas de extinção, e um papagaio-verdadeiro em um sítio em Pedregulho (SP). Uma mulher suspeita de manter as aves em cativeiro foi multada em R$ 15,5 mil.

Desmatamento

A Operação Jequitibá também levou a Polícia Ambiental a encontrar 20 metros cúbicos de madeira extraídos ilegalmente de três árvores nativas. 

A madeireira clandestina ficava na Vila Pandolfo, onde antes funcionava um bar.

Segundo a Polícia Ambiental, o dono do estabelecimento não tinha autorização para armazenar a madeira, que já estava cortada e guardada em pilhas.

Durante a operação, os agentes encontraram 330 hectares de áreas queimadas, área equivalente a cerca de 330 campos de futebol. 

Usinas foram responsabilizadas pelos danos à parte desta área, de acordo com o tenente da Polícia Ambiental e conforme noticiado pelo Jornal da FRanca.