
Para a pessoa que gagueja, falar não é uma atividade natural, mas algo trabalhoso. O escritor Machado de Assis e o “pai” da medicina, Hipócrates, dois gagos famosos, que o digam.
Hoje em dia, aproximadamente 1% da população apresenta o mesmo problema, em uma proporção de quatro homens para cada mulher. Só no Brasil, 1,8 milhão de pessoas, de acordo com o Centro de Especialização em Fonoaudiologia Clínica – Cefac. E a grande maioria dos casos começa mesmo na infância. “Algumas crianças entre dois e seis anos são ocasionalmente disfluêntes e esse período não deve ultrapassar seis meses”, alerta a fonoaudióloga Paula Castro Alves, acrescentando que se isso acontecer, as mães devem dar uma atenção especial ao desenvolvimento da fala fluente de seus filhos, pois ele pode estar desenvolvendo a gagueira, patologia diretamente relacionada com o equilíbrio entre o ambiente e os aspectos individuais nas áreas motora, lingüística, social, emocional e cognitiva da criança.
Muita gente acredita que o distúrbio resolve-se por si só. Não se deve, no entanto, deixar o tempo passar sem tomar qualquer atitude. Na verdade, a criança não gagueja para chamar a atenção, mas porque provavelmente apresenta um mau funcionamento de áreas do cérebro relacionadas à temporalização da fala. Trata-se de um distúrbio da fluência caracterizado por interrupções anormais no fluxo da fala, prejudicando assim, sua produção natural e suave. Para melhor compreensão da gagueira, é importante diferenciar a disfluência comum de fala da disfluência gaga.




