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PRAZO OU VALIDADE?

A criatividade da administração do tempo

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Prazo: Conceito ou discurso, excessivamente, absorvido, exposto e discutido nos mais diversos cenários. Sejam congressos, consultas médicas, sessões terapêuticas ou conversas de família.

É comum a recorrência ao externo (a quem vou recorrer? Ou a culpa é de quem?), meio aos desafios de comunicação de suas empresas e as vezes até da vida pessoal.

A questão é que métodos, cientificamente comprovados, estão sendo ignorados e pessoas colocadas no lugar do método. Pessoas ”devem” cumprir o método sem utilizá-lo. Intitulo de: Mecanização do Homem.

É muito simples verificar a negligência. Por exemplo:

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– P1: O Dr. Fanny é muito bom.

– P2: Ah é! E o que ele te receitou?

– P1: Analgésico 2 vezes ao dia. Tomei só 1 e já estou melhor.

– P2: Que legal. Vou fazer o mesmo. J

A personagem 1 esqueceu de dizer que fez um eletrocardiograma, teste ergométrico, foi encaminhada para a nutricionista e pratica natação duas vezes por semana. Esqueceu de dizer também que ela é “P1” e a outra é “P2”. São 2 pessoas diferentes.

O ponto é o questionamento: É para agora ou daqui a pouco?

“Vivemos tempos líquidos. ” (Zygmunt Bauman). O comportamento da impaciência, da euforia, da correria está bem abraçado.

Isto é geral. É global em todos os âmbitos: Demográfico, Quantificáveis ou Qualificáveis. No Brasil, na Europa e talvez, não presente em algumas aldeias um pouco mais distante da cobiça e da competição como a história do “Mistério de Rosetto” citada pelo jornalista Malcolm Gladwell em seu livro “Outliers” (Fora de Série).

Há 2 aspectos a se observar sobre prazos em comunicação:

  • Em comunicação, quase nunca temos a solução em estoque, ela precisa ser produzida. BEM produzida. Na maioria dos casos a comunicação requer estudo, planejamento, execução, múltiplas correções e continuidade. Pensar em validade aqui é possível, mas não é uma constante. Isto é “quase” Inovação.
  • Ou quando a solução existe é barrada por burocracia, politicagem, reuniões, discussões e o prazo vence, vidas vencem a validade, negócios também e quando a solução é acatada, já não serve mais ou porque um não quer ou porque o outro está de saco cheio. Ego. Ou até porque não foi utilizada a tempo. A validade venceu, alguém chegou na frente, foi mais ousado e principalmente: Pensou, planejou e executou com antecedência dentro de prazos reais e não utópicos, além de utilizar o que tinha pronto sem inventar a roda. Isto é criatividade.

A medicina é inspiradora.

O processo (método) é tão comum e complexo:

Consulta, diagnóstico, exames, retorno, prognóstico, tratamento, acompanhamento. Até quando?

Aí cada um escolhe até quando pretende conservar a vida e estender seu prazo de validade enquanto tem prazo para fazer isto.

“Medicinar” negócios e comunicação.

Não muda muito ou quase nada.

Não há mais receitas para quase nada, mas há ingredientes que requerem novas combinações e ingredientes são históricos, muitas vezes tão comuns que passam despercebidos.

Por exemplo: Antes da Internet pessoas já trabalhavam. A Internet falha e dá-lhe café com bobagem nos corredores.

Quer mais? Antes do Whats App famílias brigavam menos, porque achavam menos e “não” poderiam acompanhar de maneira tão remota o: Onde você estava que as setinhas ficaram azuis e você não respondeu?

Voltando aos negócios, contextualizar é preciso meio a tecnologia e mudanças em volume de comportamento e escolhas.

Tem prazo até para falar. Se gaguejar um pouquinho é porque esqueceu ou não sabe nada.

Prazo ou Validade? Quem elenca o tempo demandado para comunicar ou fazer algo ou até quando pode ser feito para não vencer a validade?

Dor de cabeça, vida, vida que pede cuidados, senão o prazo vence e resulta em AVC ou infarto talvez; e a validade de uma vida, vence.

Negócios e comunicação, negócios pedem cuidados, senão os prazos vencem e resultam em falências, redução de receitas, baixa reputação, falta de prestígio e voltando lá no começo do texto: A culpa é do fornecedor, dos colaboradores, etc.

De quem é o corpo? De quem é o negócio?

Decisões, na maioria das vezes desconfortáveis e amargas têm o potencial de estender a vida, mas não são as decisões mais fáceis, capazes de sabotar os prazos que irão garantir a longevidade.

Decisões pautadas em intuição podem funcionar, mas não estão isentas do prazo de execução.

Embora redundante, o discurso de que é necessário planejar tem suas exceções. Planejar o ano todo é um risco, mas planejar o próximo mês, hoje, talvez, seja a maneira mais sensata de se adequar aos tempos “líquidos” e não duradouros.

E dá-lhe prazo. Prazo de Planejamento, Execução e “Colheita”.

O ciclo PDCA (Planejamento, Execução, Controle e Ação) requer adequações imediatas.

O problema não está em planejar porque não dá tempo. O problema está em não planejar mais uma vez para que o tempo continue “não dando”.

O conceito de planejamento para 5 anos é ultrapassado, mas para 1 mês é prático. Enquanto o mês planejado acontece planejamos o próximo.

Prazos são necessários, mas a validade da vida é impiedosa.

Criatividade e Inovação. Pense nisso.

*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região