A força-tarefa da Operação Sevandija informou que R$ 45 milhões foram desviados do Tesouro Municipal de Ribeirão Preto (SP), entre 2012 a agosto desse ano, na suposta fraude envolvendo o pagamento de honorários advocatícios pela Prefeitura, referentes a uma ação movida por servidores públicos municipais.
O dinheiro teria sido dividido entre a prefeita de Ribeirão, Dárcy Vera (PSD), os ex-advogados do Sindicato dos Servidores Sandro Rovani e Maria Zuely Librandi, o ex-secretário Marco Antônio dos Santos, o presidente afastado do Sindicato, Wagner Rodrigues (PC do B), e o advogado André Soares Hentz.
As informações foram confirmadas pela Polícia Federal (PF) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP) em coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (2), após a prisão preventiva de Dárcy, Maria Zuely, Rovani e Santos na Operação Mamãe Noel.
A PF e o Gaeco não pediram a prisão de Rodrigues, que supostamente firmou um acordo de delação premiada, após ser alvo de um mandado de condução coercitiva – quando a pessoa é levada para prestar depoimento – na Operação Sevandija. O pedido de prisão de Hentz não foi aceito pela Justiça, informou o Gaeco.
“Eles trataram de firmar acordo para desviar dinheiro público. A imputação que se faz a todos eles é de que os honorários que estavam sendo pagos eram indevidos. Atas foram falsificadas, documentos foram falsificados para que houvesse o pagamento dos honorários”, disse o promotor do Gaeco Marcelo Zanin Bombardi.
Segundo o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), Dárcy foi denunciada pela Procuradoria-Geral de Justiça, a quem compete processar criminalmente os prefeitos, por corrupção passiva, peculato e associação criminosa. A pedido do MP, a Justiça decretou a indisponibilidade dos bens da prefeita



