Presa há quatro dias, a prefeita Dárcy Vera (PSD) está proibida de ter qualquer contato com familiares e amigos. Até a semana do Natal, a chefe do Executivo só poderá conversar com advogados, além de representantes da Polícia Federal e da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ).
O isolamento pelo prazo de 15 dias é uma regra da Superintendência da Polícia Federal de São Paulo, onde Dárcy está presa preventivamente desde sexta-feira, quando foi deflagrada a 2ª fase da Operação Sevandija, batizada de Mamãe Noel. A prefeita é acusada de corrupção, peculato e associação criminosa.
Se for transferida para uma penitenciária nos próximos dias, a prefeita se adequará às regras do local. Até ontem, a advogada Maria Cláudia Seixas não havia ingressado com habeas corpus no TJ-SP (Tribunal de Justiça).
Questionada sobre a situação da chefe do Executivo, a advogada disse apenas que “ela está bem”. A Superintendência da Polícia Federal não divulga informações sobre alimentação ou estado emocional dos presos. Na prefeitura, “o clima é de muita tristeza” e nem mesmo o primeiro escalão do governo tem informações sobre Dárcy Vera.
Comandante
Para a Procuradoria, Dárcy era a comandante de um dos maiores esquemas de corrupção já investigados pelo Ministério Público do Estado. “A investigação indica que ela [Dárcy] atuava na organização dessas fraudes. A prefeita foi presa porque há uma associação criminosa que pratica os crimes de peculato e corrupção passiva em Ribeirão Preto. E, tendo em vista que essa associação permanece atuando, a prisão é necessária para que ela cesse as atividades”, explicou o Procurador Geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Smanio, em entrevista à EPTV na capital paulista.
Primeiro escalão está sem notícias
Acostumado a ser acompanhado de perto, o primeiro escalão do governo Dárcy Vera (PSD) está sem notícias da prefeita. “Perguntei para várias pessoas que são mais próximas a ela, mas ninguém sabe nada”, contou um secretário.
O que se fala nos corredores do Palácio Rio Branco é que, de acordo com a advogada, “Dárcy está bem”. “A prefeitura está parecendo terra de ninguém”, afirmou outro secretário.
Um interlocutor acrescentou: “Estamos torcendo para o ano acabar logo”. Ainda segundo assessores, “o clima na prefeitura é de muita tristeza”. “Quem gosta da prefeita está triste por ela, quem não gosta da Dárcy está triste pela situação de Ribeirão e tem também quem está triste por tudo, inclusive pela possibilidade de não receber o 13º”, enfatizou.
(Com informações da CBN Ribeirão)



