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A extração do Gás de Xisto é um processo extremamente agressivo ao ambiente e às águas |
Nossa região aqui em Franca está no mapa de uma
possível exploração em breve desta forma não convencional de gás petrolífero.
Ecologistas e cientistas, participantes da Conferência do Clima em
andamento na França, em Paris e organizada pela ONU, estão repudiando o
fracking, processo que é usado na exploração do Gás de Xisto
e que está entre os fatores que mais intensificam as mudanças climáticas. No
Brasil, conforme assinala o site nacional de assuntos socioambientais EcoDebate,
a entidade 350.org é parceira da Coesus (Coalizão Não Fracking
Brasil e Fundação Arayara Cooperlivre) na campanha contra a exploração
minerária do gás não convencional, conhecido como Gás de Xisto e que utiliza a
metodologia de fraturamento hidráulico, que é chamado mundialmente como fracking, uma tecnologia altamente poluente e danosa, que além de poluir o ambiente,
contamina as nascentes e águas subterrâneas, ainda atuando como um fator
que intensifica as mudanças climáticas, porque libera sistematicamente o
metano, com potencial 86 vezes maior para o efeito estufa que o CO².
Na proposta do Brasil para o evento mundial e ambiental em Paris, há o
plano ou a promessa de que o Governo irá reduzir em 43% as emissões até 2030,
uma proposta ou promessa que é principalmente baseada na redução do
desmatamento. Mas enquanto os olhos do mundo se voltam para as florestas, aqui
dentro do nosso país a Agência Nacional de Petróleo e Gás Natural (ANP)
insiste em leiloar campos para a exploração de gás não convencional ou de Xisto
pelo menos em 15 estados (também por aqui no interior paulista). Para o
coordenador nacional da Coesus, Dr. Eng. Juliano Bueno de Araujo, “é um
paradoxo, para dizer o mínimo, o governo brasileiro dizer que irá reduzir
emissões e ao mesmo tempo se dispor a fazer fracking. São atividades
antagônicas e excludentes”. Este paradoxo pegou mal demais nos bastidores
da COP21, nome técnico da conferência da Organização das Nações Unidas.
Isso faz com que se diminua a confiança no Brasil, que fala uma coisa e faz
outra. Nosso país tem todo o potencial para produção de energia limpa e
renovável, Solar, Eólica e também Hidrelétrica (de preferência pequenas e
médias usinas com menores sequelas socioambientais) ou também de Biomassa. O
processo minerário para extração do Gás de Xisto causa danos irreparáveis ao
equilíbrio do ambiente, contamina águas, agride a saúde da população e
prejudica as atividades agropastoris. Tendo como principal preocupação a
contaminação das águas de superfície e o lençol freático, águas subterrâneas
dos principais aquíferos brasileiros (como é o caso do extraordinário Aquífero
Guarani, que fica no subsolo por aqui em nossa macrorregião no interior do
país e também da América do Sul) esta extração poderá gerar impactos que irão
inviabilizar a pecuária, a agricultura e provocará uma crise sem precedentes no
abastecimento de água que hoje já passa em algumas regiões por dificuldades
pós-seca do ano passado. Por aqui e em todo o Brasil, precisamos dizer não ao
Gás de Xisto, como o movimento científico e ecológico tem feito também nos
Estados Unidos, além do mais, aqui no Brasil, com tantos recursos naturais, ele
é totalmente desnecessário como energia e inoportuno para um desenvolvimento
sustentável de verdade. E você pode conferir um outro post, em especial sobre a
luta pelas energias limpas (como a Solar e a Eólica) em Paris, por aqui e em
todo o planeta hoje no blog folhaverdenews.com Confira mais um
ângulo no movimento dos cientistas e dos ecologistas para mudar o mundo atual e
evitar o caos da vida.

Através do fracking se extrai este gás abaixo do lençol subterrâneo de águas

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