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Comércio foi o único setor que contratou na região da Alta Mogiana em setembro

Construção Civil teve o pior desempenho com a destruição do maior número de postos de trabalho

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A Região Administrativa de Ribeirão Preto registrou saldo de 795 demissões em Setembro de 2016, montante bastante inferior às 2.089 demissões registradas no mesmo mês de 2015. A exemplo do que ocorre nos cenários nacional e estadual, nota-se que as demissões líquidas ainda continuam, mas parecem ter tomado ritmo menos intenso em comparação ao mesmo mês de 2015. O levantamento é do Boletim Mercado de Trabalho do Ceper-Fundace feito com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho.

O Boletim Mercado de Trabalho mostra que Comércio foi o único setor que criou vagas na região no período (191 vagas líquidas). A Agropecuária foi o setor com o pior desempenho, com 568 demissões líquidas. O saldo acumulado entre Outubro de 2015 e Setembro de 2016 foi de 10.048 demissões líquidas, montante inferior às 12.569 demissões contabilizadas nos doze meses imediatamente anteriores.

Os dados do CAGED indicam destruição de vagas em todas as regiões analisadas no mês de setembro, com exceção do município de São José do Rio Preto, que registrou a criação de postos de trabalho. O País como um todo e o estado de São Paulo exibiram saldo de demissões líquidas pelo décimo oitavo mês consecutivo.

O município de Ribeirão Preto destruiu 117 vagas em Setembro de 2016, montante inferior às 958 demissões líquidas registradas no mesmo mês de 2015. Comércio e Agropecuária criaram vagas, mas somente o resultado do Comércio (149 vagas líquidas) foi significativo. O saldo acumulado nos últimos doze meses (de Outubro de 2015 a Setembro de 2016), com um total de 4.603 demissões líquidas) é inferior ao montante contabilizado nos doze meses imediatamente anteriores (5.872 demissões líquidas).

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O município de Sertãozinho também destruiu vagas em Setembro de 2016, mas também em montante menos volumoso do que no mesmo mês de 2015. Foram 140 demissões conta 279. A Indústria teve o pior desempenho (65 demissões líquidas), seguida pela Construção Civil, com 50 demissões líquidas. A Agropecuária foi o único setor que criou vagas, mas em montante pouco significativo (apenas cinco vagas líquidas). O acumulado entre Outubro de 2015 e Setembro de 2016 (2.462 demissões líquidas) demonstrou redução no montante de vagas destruídas quando comparado aos doze meses imediatamente anteriores, quando 3.008 postos líquidos foram destruídos).

Franca manteve saldo de contratações ao longo dos sete primeiros meses de 2016, mas reverteu esse cenário em Agosto e permaneceu com saldo de demissões em Setembro, quando foram registradas 71 demissões líquidas, montante inferior às 373 demissões registradas no mesmo mês do ano anterior. A Indústria foi a única a registrar saldo de admissões (205 postos líquidos). A Agropecuária foi o setor que mais demitiu, resultado do baixo desempenho do Cultivo de Café, segmento que sozinho contabilizou 104 demissões no período.

A análise do acumulado entre Outubro de 2015 a Setembro de 2016 (2.632 postos líquidos destruídos) indicou redução no montante de demissões quando comparado aos doze meses imediatamente anteriores, quando foram registradas 3.194 desligamentos líquidos).

Na análise setorial, Serviços exibiu o melhor desempenho, com 464 vagas líquidas criadas. A Indústria foi o setor que mais demitiu (186 demissões líquidas). No saldo acumulado entre Outubro de 2015 e Setembro de 2016 houve aumento no montante de vagas destruídas quando comparado aos doze meses imediatamente anteriores.  

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região