Num país onde o tratamento de esgoto ainda é deficiente, a questão fica ainda mais preocupante – Foto: Arquivo/Agência Brasil
O maior consumo de remédios durante a pandemia do coronavírus Sars-CoV-2, especialmente dos medicamentos que fazem parte do chamado “kit Covid”, promovido pelo governo federal para cura e prevenção da Covid-19 mesmo sem provas científicas de eficácia, fez cientistas brasileiros emitirem um alerta à comunidade acadêmica para os riscos ambientais que podem acarretar do lançamento desses compostos na natureza.
Ainda se sabe pouco sobre o efeito dos fármacos despejados em rios e no solo, mas alguns deles, como a ivermectina, já foram encontrados em animais aquáticos e classificados como tóxicos para esses organismos. As informações são do repórter Everton Lopes Batista, da Folhapress.
A cloroquina também foi considerada por cientistas como prejudicial para a vida aquática. Embora a hidroxicloroquina seja menos tóxica, os dados sobre os efeitos dessa substância na natureza ainda são escassos, e a incógnita cresce com o aumento no consumo do medicamento.
A presença de antibióticos, antiinflamatórios e analgésicos no ambiente já é bem documentada. Entre os malefícios que podem ser causados pelos excesso de remédios aos anfíbios, invertebrados e peixes estão problemas reprodutivos e de desenvolvimento, além de mudanças comportamentais e hormonais.




