
Com apenas dois meses, Yuri não parava quieto e caiu do colo do pai. Aos quatro meses, a pediatra aconselhou a deixá-lo no chão, porque ele não queria ficar deitado no berço de maneira alguma.
Dormir seis horas por noite? Sem chances. Ele acordava no meio da noite e queria brincar.
“Deu muito trabalho”, confessa a mãe, a dona de casa Maurina Alves, 49. “Mas como ele era muito pequeno, eu não sabia o que ele tinha. Tentei de tudo, dar regras, estabelecer pontos para ele fazer tarefas, dar prêmios para não fazer bagunça… Ele seguia no primeiro dia e depois esquecia.”
O diagnóstico só veio anos depois, quando o menino tinha sete anos e já “mexia com a sala inteira” no colégio. Após a observação dos pais, dos professores e do médico, ele passou a fazer tratamento para TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade).
O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que começa na infância. Sua causa não está totalmente clara, mas sabe-se que há fatores genéticos e ambientais envolvidos. As três características essenciais são a distração, a impulsividade e a hiperatividade.




