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Franca já se preocupa com provável chegada de casos de microcefalia em bebês

Microcefalia é uma condição médica que se caracteriza por um crânio menor do que o tamanho médio

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Doença que atinge bebês causa má formação do crânio (Foto Reprodução)

​Expandindo-se do Nordeste e já atingindo estados da região sudeste, com registro de casos em Campinas, São Vicente e na Grande SP, os casos de microcefalia, causados pelo “zika vírus”, também transmitido pelo mosquito da dengue (aede aegypti), já preocupam autoridades sanitárias e grávidas da região de Franca.

Uma das primeiras providências será o aumento do combate ao mosquito transmissor do vírus (o aede aegypti também transmite, além da Dengue, a Febre Chikungunya) nas cidades da região, que nos últimos anos têm registrados alta incidência dos focos do inseto.

A Vigilância Epidemiológica de Franca, em seu último relatório diz que a dengue já atingiu 329 casos neste ano, mais de 500% se comparando ao ano passado, quando os órgãos públicos registraram apenas 50 casos.

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No caso do zika vírus, ele causa em recém-nascidos – ao picarem mulheres grávidas – uma anomalia caracterizada por um crânio de tamanho menor que o a média. O vírus já foi confirmado em 14 estados brasileiros desde abril, segundo informação divulgada pelo Ministério da Saúde na semana passada.

Segundo documento divulgado pela Secretaria de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco, onde ocorreram os primeiros casos, parte das mulheres que tiveram bebês com microcefalia apresentaram erupções na pele durante a gravidez.

Apesar de este ser um dos sintomas do zika vírus, já há evidências suficientes para associá-lo à microcefalia, de acordo com o órgão. 

De acordo com o ministério, entre os casos de microcefalia registrados recentemente, alguns são graves, no entanto ainda não é possível observar um padrão claro em relação ao grau de microcefalia mais frequente na situação atual.

ENTENDA O QUE É MICROCEFALIA

Microcefalia é uma condição médica que se caracteriza por um crânio menor do que o tamanho médio, geralmente por causa de uma falha no desenvolvimento do cérebro. 

O problema pode estar associado a síndromes genéticas ou a outros fatores como abuso de álcool e drogas durante a gravidez ou a infecção da gestante por rubéola, catapora ou citomegalovirus.

Crianças que nascem com microcefalia podem ter o desenvolvimento cognitivo debilitado. Não há um tratamento definitivo capaz de fazer com que a cabeça cresça a um tamanho normal, mas há opções de tratamento capazes de diminuir o impacto associado com as deformidades.

Segundo o Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e AVC dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (Ninds-NIH), algumas crianças acometidas pela anomalia podem ter algum nível de incapacitação. Outras podem se desenvolver de forma similar a outras crianças e ter inteligência normal.

MOBILIZAÇÃO

A situação reforça o chamado para uma mobilização nacional para conter o mosquito transmissor, o Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya. O êxito dessa medida exige uma ação nacional, que envolve a União, os estados, os municípios e a toda a sociedade brasileira.

O governo lançou, nesta semana, uma campanha para que a população passe a buscar, todos os dias, por focos que possam ser criadouros do mosquito. De acordo com dados do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), divulgado no sábado pelo ministério, o Brasil tem 199 municípios em situação de risco de surto de dengue, chikungunya e zika.

Não há outra saída: grávidas devem se prevenir contra o mosquito transmissor (Foto Reprodução)

COMO GRÁVIDAS DEVEM AGIR

No Brasil, o surto de microcefalia já atingiu mais de 700 bebês, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Quem está grávida, precisa ter um cuidado especial para combater o mosquito que vem sendo associado a essa alteração do desenvolvimento. 

Veja a seguir como fazer isso.

O Ministério da Saúde recomenda cuidados gerais para evitar o Aedes Aegypti, entre eles: fazer limpeza semanal em casa, evitando acúmulo de lixo e água parada, evitar locais com mosquitos, manter portas e janelas fechadas ou veladas com telas e usar calças compridas e mangas longas. Vale lembrar que o mosquito tem hábitos diurnos e costuma picar nas primeiras horas do dia.

A gestante deve ter alguns cuidados específicos como comparecer a todas as consultas pré-natais, fazer exames que detectam precocemente doenças que podem ter efeito na gestação e na criança, tomar todas as vacinas indicadas no calendário da gestante e evitar contato com pessoas que sabidamente têm infecções agudas, com presença de febre e vermelhidão no corpo.

As mulheres que desejam engravidar, principalmente aquelas que tão em regiões com surto de microcefalia (como o estado de Pernambuco, por exemplo), devem conversar com a equipe de saúde do posto sobre a possibilidade de ser contaminadas pelo vírus zika. 

Vale lembrar que a maioria das gestantes que tiveram bebês com microcefalia começou a sentir os sintomas da febre zika durante o primeiro trimestre de gestação. No entanto, a relação entre o período da gravidez em que a doença deu os primeiros sinais e a probabilidade de ocorrência da alteração craniana ainda não é comprovada.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região