
Os anônimos adoram, mas nem mesmo os famosos, políticos, esportistas e religiosos escapam dos já popularizados autorretratos registrados por um smartphone e publicados em uma rede social. O hábito conhecido como “selfie” – redução da palavra self-portrait, em inglês -, virou mania mundial depois do Oscar 2014, quando a apresentadora Ellen Degeneres registrou uma selfie com outros artistas. Foi o suficiente para que milhões de pessoas em todo o mundo adotassem a prática quase como uma atividade diária e cada vez mais comum.
É o caso do operador de caixa Wagner Marinho Brito, 27 anos. Ele não vai trabalhar sem antes tirar uma selfie e postar em sua página no Facebook. Além disso, sempre que está em algum lugar diferente, procura registrar o momento. “Amigos, família, pessoas distantes e gente que nem imaginamos curtem nossas fotos. Querendo ou não, é uma forma de nos sentirmos admirados”, acredita Wagner.
E ele não é o único a pensar assim. Pesquisas apontam que de cada 10 pessoas, pelo menos oito têm o hábito de fazer selfies. Franca segue a mesma tendência. Basta acessar Facebook, Twitter e Instagram para verificar que com um celular à mão e a popularização das redes sociais, a foto no banheiro, na academia, fazendo biquinho, ou registro bem íntimo tem se tornado comum. “As pessoas gostam de se relacionar e de contar aspectos de sua vida às outras e a web potencializou esse comportamento”, avalia a psicóloga Ivalda Dias. Outro fator é que o Instagram, o mais popular aplicativo para postar fotografias, permite aos usuários se tornar uma espécie de “microcelebridade”. Quem publica imagens tem a sensação de inspirar seus seguidores em diferentes aspectos – desde o jeito de vestir até a prática de atividades físicas.




