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Paulo Guedes estuda volta do BEM reformulado para redução de jornada e salários

O objetivo da equipe econômica é divulgar essas ações enquanto termina as negociações com o Congresso sobre a nova rodada do auxílio emergencial

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Ministro Paulo Guedes estuda dolta do BEM reformulado
Ministro Paulo Guedes afirmou que Auxílio Emergencial pode voltar, mas apenas para metade dos beneficiários
Ministro Paulo Guedes estuda volta do BEM reformulado

 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, deve anunciar nas próximas semanas a retomada do programa que autoriza empresas a cortar a jornada de trabalho e o salário de seus funcionários.

A decisão de reeditar o programa já foi tomada e a equipe econômica finaliza os últimos detalhes da medida, segundo integrantes do alto escalão da pasta.

Batizado de BEM, o “Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda”, foi pensado para ajudar a segurar empregos com carteira assinada.

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O programa valeu durante boa parte do ano passado e foi considerado bem-sucedido pela equipe econômica.

De acordo com integrantes da equipe econômica, o plano de Guedes é que ele volte de forma adaptada e com previsão de gastos dentro do orçamento.

No ano passado, os gastos com o BEM, que somaram R$ 51,5 bilhões, foram possíveis graças ao Orçamento de Guerra, que flexibilizou as regras fiscais.

A ideia do Ministério da Economia, conforme indicaram à coluna fontes com conhecimento direto das tratativas, é que a retomada do BEM se junte ao anúncio de outras medidas de estímulo à economia, como a antecipação do pagamento do décimo terceiro salário para aposentados e pensionistas do INSS.

A proposta já foi encaminhada ao Palácio do Planalto.

O objetivo da equipe econômica é divulgar essas ações enquanto termina as negociações com o Congresso sobre a nova rodada do auxílio emergencial.

As despesas com o benefício, porém, serão feitas fora do teto de gastos, a partir da aprovação de uma cláusula de calamidade pública pelo legislativo.