
Dados
do Ministério da Saúde atestam que em torno de 50 mil pessoas por
ano são intoxicadas por agrotóxicos no Brasil. O uso maciço dos
chamados biocidas chega ao consumo de quase um milhão de toneladas
por ano nas plantações nacionais – uma receita estimada em R$
12,2 bilhões. Consciente do perigo, muitas pessoas têm optado pelos
alimentos “limpos”, ou seja, livres de agrotóxicos.
Em
Franca, muita gente tem se preocupado com possíveis contaminações
e procurado verduras e legumes orgânicos, ou seja, cultivados
naturalmente, sem a adição de veneno nas lavouras. Também não
apresentam outros elementos comuns em alimentos produzidos
“mecanicamente”, como hormônios e produtos químicos.
O
problema é que poucos produtores cultivam os alimentos orgânicos
porque a produção é bem menor que aqueles que levam os
agrotóxicos. Com isso, o giro dos produtos e os lucros também são
menores.
Com
pouco consumo e menos produção, a consequência é que os valores
se elevam, chegando a custar até o dobro dos alimentos produzidos em
grande escala – e com a utilização dos agrotóxicos.
Para
a dona de casa Márcia Domênico, compensa pagar mais caro pela
qualidade dos alimentos. “O sabor é muito melhor e eu sei que
estou comendo com qualidade, assim como minha família. Acho que
comprar remédio depois fica mais caro”, declarou.
Apesar de poucos produtores investirem na ideia em Franca, é possível
encontrar os alimentos orgânicos até mesmo na internet. Um deles
mantém inclusive perfil no Facebook, como fotos e informações
sobre os orgânicos. Para saber mais, basta buscar por Sítio
Estalagem Ecológica na rede social.



