Esta pergunta ainda está no ar 1 mês pós-tragédia, a conta pelo maior desastre socioambiental do Brasil está ficando cada vez mais alta: o maior desastre da história da ecologia em nosso país não pode ficar impune nem ser esquecido, a memória viva do que aconteceu faz parte da vida de todos nós hoje em dia e até já vira piada na Internet

Na web rolam charges e críticas sobre a responsabilidade pela tragédia socioambiental
Por enquanto, a punição em dinheiro à mineradora passará dos 25 bilhões de reais, apenas para a recuperação do Rio Doce, a empresa está tendo que criar um fundo de 20 bi, conforme noticia hoje o site R7 em Belo Horizonte (MG), onde pessoas do povo ouvida na rua pelo ecologista Alberto Ruas, que faz um documentário sobre o tema, querem que a ecologia perdida a leste de Minas Gerais e a oeste do Espírito Santo, também no mar capixaba, seja recuperada e sejam resgatados os direitos da população em torno da vila Bento Rodrigues que desapareceu do mapa: “Nas minhas contas eu acho que houve mais de 30 mortos, estas vidas não podem ser jogadas fora e o desequilíbrio ambiental, que é também, social, econômico de toda esta região não pode ser perdido em vão”, analisa Ruas. Outras pessoas entrevistadas por ele em seu vídeo temem que as punições acabem com o tempo sendo esquecidas ou até que sejam desviadas do seu destino: “Temo, sabe como é, que haja desvios deste dinheirão”, foi o depoimento de Marcus Pereira Santos, estudante de engenharia na UFMG em BH, que faz questão ainda de lembrar: “Há centenas de minas de ferro e de outros minérios tanto em Minas como no Pará, no Espírito Santo, no Piauí, parece que são umas 800 no país e todas sofrem a mesma falta de estrutura que tinha a Samarco em Mariana”. Ele teme que a falta de investimentos em segurança e meio ambiente levem a outros desastres socioambientais.

Até hoje Bombeiros buscam desaparecidos em Mariana e há os que contabilizam mais mortos que os dados oficiais

BHP Billiton, Samarco e Vale agora vão ter que pagar a conta pela neglicência com o meio ambiente e a vida dos mineiros
Ambientalistas continuam analisando o nível dos estragos gerados pelo rompimento da barragem da Samarco, controlada pela Vale e BHP Billiton, em Mariana, na região central de Minas Gerais e estas empresas começam a sentir agora, pela repercussão nacional e internacional do megadesastre, que terão que pagar a conta dos prejuízos humanos e socioambientais. Hoje, um mês após a tragédia os números oficiais indicam que o desastre matou 13 pessoas e deixou outras 11 desaparecidas, as punições aplicadas à mineradora totalizam 23,2 bilhões, que equiavel quase a dez vezes o valor do lucro líquido da Samarco em 2014. E esta conta pode aumentar ainda mais. A maior cobrança, a mais alta é a do Governo Federal, uma ação civil pública pede R$ 20 bilhões da companhia somente para a recuperação do rio Doce. O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, explicou que o valor não é definitivo porque os danos causados ainda estão tendo desdobramentos. A Justiça de Minas Gerais está cobrando mais 1 bilhão de reais. O juiz Michel Curi e Silva exigiu que a quantia seja depositada em juízo para “garantir o reparo dos danos causados”. O magistrado ainda está exigindo mais R$ 50 milhões, para cobrir as despesas emergenciais já feitas pelo estado mineiro. Há ainda pelo menos mais R$ 1 bilhão cobrado pelo Ministério Público de Minas Gerais, mas a Samarco depositou até agora cerca de R$ 500 milhões. A quantia faz parte de um acordo firmado para “garantir o início da recuperação das áreas afetadas”. Os outros R$ 500 milhões devem ser depositados até o dia 27 de dezembro, sob risco de outras punições. A empresa teve ainda outros R$ 300 milhões bloqueados pela Justiça. Por todos estes valores. fontes do Ministério Público já trabalham com a possibilidade de falência da Samarco e estuda cobrar a indenização das duas controladoras da mineradora, Vale e BHP Billiton, na cobertura dos prejuízos. Apenas em multas aplicadas pelo rompimento da barragem, a mineradora deve R$ 250 milhões ao Ibama e R$ 112 milhões à Semad (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável). Nos últimos quatro anos, no entanto, a Samarco vem conseguindo sistematicamente se livrar de todas as cobranças de multas e penalidades.
NOSSA OPINIÃO – É importante que estas megaempresas paguem o pato, para servir de exemplo positivo após estes fatos que são negativos ao extremo, também para a imagem do Brasil e para a qualidade de vida do povo afetado pelos efeitos do rompimento da barragem precária, o número ainda não foi levantado, mas pelo que fui informado e nas minhas contas as vítimas indiretas podem passar de 1 milhão de pessoas moralmente afeta 200 milhões de brasileiros e brasileiras. Nossa geração não pode deixar a natureza e o povo pagarem esta conta mais uma vez, por uma questão humanitária e de cidadania temos que cobrar ações estruturais no setor de mineração e punições de verdade.
Amanhã, aqui neste novo webespaço Jornal da Franca novo Flash de Ecologia, + 1 microblog na aventura da vida daqui da cidade, da região, do país, do planeta, um post a cada dia para você, onde quer que você esteja, paz aí, Padinha



