
O
advogado Ricardo Borges Martins deixou nesta quarta-feira o cargo de
diretor-executivo do Bom Senso FC, movimento iniciado em 2013 por atletas
visando melhorias na gestão do futebol brasileiro. A saída de Martins é mais um
capítulo das mudanças ocorridas na organização desde o meio do ano passado
quando o zagueiro Paulo André anunciou que deixaria a linha de frente do grupo
iniciando uma grande reformulação no movimento que o fez perder influência
política.
Um dos
reflexos dessas mudanças deve ser a saída do Bom Senso FC da Autoridade Pública
de Governança do Futebol (Apfut), criada para fiscalizar os clubes em relação
às contrapartidas exigidas para a participação no refinanciamento de dívidas
fiscais por meio da Lei do Profut e do qual o próprio Martins havia sido
nomeado para ser membro do órgão.
Em um
texto de despedida publicado em sua rede social, o advogado ressalta o
pioneirismo do movimento que uniu jogadores para debater questões de política
esportiva tendo se tornado o principal grupo opositor da CBF. Ele ainda relata
os principais momentos do movimento, desde as conversas com os atletas à
participação do grupo nas discussões em Brasília do próprio Profut.
Apesar
da saída dos principais atletas e diretores do Bom Senso, Martins diz em seu
texto que o movimento “já não tem a força de antes, mas segue como uma rede
articulada e cada vez mais conectada de profissionais de futebol”.
fonte:
lancenet
*Esta coluna é semanal e atualizada às quintas-feiras.



