
O Glaucoma é a segunda causa da cegueira irreversível em todo o mundo de acordo com a Organização Mundial de Saúde, já tendo atingido personalidades como os cantores Ray Charles e Andrea Bocelli que nasceram com a enfermidade. A doença se caracteriza pelo aumento da pressão ocular que danifica o nervo óptico do paciente e, no Brasil, estima-se que 4% da população possui o glaucoma, mesmo que milhares de pessoas ainda não saibam.
O glaucoma pode ser congênito ou adquirido e a doença costuma atingir pessoas acima dos 60 anos. Sendo assintomática, muitas vezes, o paciente a descobre num momento em que o campo visual já está comprometido e a doença infelizmente já não tem tratamento.
Desta forma, é imprescindível que qualquer pessoa, principalmente com histórico familiar, consulte anualmente um oftalmologista para a realização do exame que detecta a doença. “Por sorte, o diagnóstico e o acompanhamento do glaucoma vem se modificando em todo o mundo. Com a detecção no início, é possível controlar a enfermidade evitando a cegueira”, afirma o oftlamologista Marcelo Jordão, Chefe do Departamento de Glaucoma do HC – Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP e diretor da Clínica Marcelo Jordão.
O médico, especialista em Glaucoma e catarata, explica que atualmente, já são vários os tipos de tratamento, desde aplicação diária de colírios que impedem que a pressão ocular aumente, até cirurgias modernas e pouco invasivas, como a Esclerectomia profunda não penetrante, novidade na área médica a qual ele domina.
Algumas pessoas têm maior predisposição para desenvolver o glaucoma e devem consultar um oftalmologista com maior frequência. Os fatores de risco para o glaucoma incluem:
Idade
História familiar de glaucoma
Ascendência africano ou latino-americano
Hipermetropia ou miopia
Pressão ocular elevada
Lesão ocular passada
Espessura central da corne fina
Não fazer exames oculares quando eles são recomendados
Pressão arterial baixa
Condições que afetam o fluxo de sangue, tais como enxaqueca, diabetes e pressão arterial baixa
Pessoas de ascendência asiática e aquelas com hipermetropia (hipermetropia) tendem a ser mais em risco de glaucoma de ângulo fechado (também conhecido como glaucoma de ângulo fechado ou glaucoma de ângulo fechado).



